AMD pode relançar chips antigos para combater crise de memórias

A AMD pode relançar chips já fora de catálogo em uma tentativa de amenizar os efeitos da atual crise de memórias. A informação ainda não é oficial, mas foi sugerida por um executivo da própria fabricante.

Durante uma conversa com jornalistas na CES 2026 com presença do site Tom’s Hardware, o responsável na AMD pela linha Ryzen, David McAfee, indicou que alguns processadores para desktop com o soquete AM4 seriam trazidos de volta. A rival Nvidia já indicou um passo parecido com uma de suas GPUs.

Segundo ele, a marca “certamente está analisando tudo o que pode fazer para aumentar a oferta e reintroduzir produtos no ecossistema AM4 para atender às demandas dos jogadores que talvez queiram uma atualização significativa em sua plataforma AM4 sem ter que reconstruir todo o sistema“.

Os Ryzen 5000 vão mesmo voltar?

Apesar de essa não ser uma confirmação oficial, a fala de um executivo tão envolvido com o assunto indica que essa é ao menos uma grande possibilidade discutida internamente. 

McAfee não citou modelos, mas dá a entender que chips baseados na arquitetura Zen 3 de 2020, como a família Ryzen 5000, são os favoritos para a situação. McAfee citou ainda que muitos usuários ainda estão com chips das linhas Ryzen 2000 e 3000, ou seja, talvez já estejam em busca de uma atualização. 

Além disso, ao conversar com muitos representantes do varejo, ele também foi informado de que, por motivos financeiros, parte desses consumidores só estão atrás de novas CPUs atualmente e não de uma atualização completa da máquina — em especial modelos mais poderosos, porém antigos e que não exigem também a substituição da placa-mãe.

A atual crise de memórias

O comportamento do consumidor descrito por McAfee e a possível ideia da AMD de trazer chips mais acessíveis de volta às lojas, mesmo que por tempo limitado, é compreensível pelo cenário atual do mercado.

Desde o final do ano passado, já é realidade que a indústria passa por um momento de escassez e crise em chips de memória para componentes e eletrônicos de consumo — o que inclui celulares, computadores e consoles, por exemplo;O desequilíbrio é causado principalmente pela alta demanda de chips de memória por empresas de inteligência artificial (IA) para uso em data centers e a preferência das fábricas em atender a essas altas encomendas mais lucrativas;

Por outro lado, em especial memórias DRAM e NAND estão com um estoque baixo sem que a demanda tenha sido reduzida, o que resulta no aumento do preço dessas peças. Várias fabricantes de PCs e smartphones já confirmaram que os aparelhos ficarão mais caros a partir de 2026, já que parte desse valor será adicionado ao preço dos produtos;Nos EUA, lojas de informática até já estão vendendo PCs sem RAM ou até escondendo o preço desses produtos para não fixar um valor nesses componentes, já que os preços não param de subir.

Quer saber o que a AMD apresentou durante a CES 2026? Confira aqui o resumo completo!