‘Coração partido’: CEO da Apple pede a Trump que reduza ações do ICE após mortes

O gerente executivo da Apple, Tim Cook, conversou com o presidente dos Estados Unidos sobre a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega do país, o ICE. O CEO teria solicitado ao presidente a “desescalada” nas operações realizadas na cidade de Minneapolis.

Em um comunicado interno enviado aos funcionários, Cook disse estar “de coração partido pelos eventos” na cidade — em especial duas mortes de manifestantes que eram contra a política imigratória de Donald Trump.

O executivo defende que os EUA se fortalece ao “tratar a todos com dignidade e respeito, não importa quem sejam ou de onde vieram” e ao “abraçar a nossa humanidade compartilhada”, valores que a própria Apple sempre teria defendido.

O CEO diz ainda que “teve uma boa conversa com o presidente” nesta semana e compartilhou o ponto de vista com Trump, alegando que “aprecia a abertura dele para se engajar em assuntos que interessam a todos”.

Cook e as relações com Trump

A carta de Cook foi publicada após o assassinato de Alex Pretti, um enfermeiro de origem estadunidense morto em Minneapolis no último sábado (24). O incidente gerou comoção nacional, em escala ainda maior do que o caso de Renee Nicole Good, baleada enquanto estava no próprio carro no início do mês.

Parte da população da cidade do estado de Minnesota é contra a atuação repressiva do ICE e de outras autoridades de imigração, posição que tem gerado protestos na cidade nos últimos dias.

Cook tem uma relação considerada amistosa com Trump. Ele esteve presente na cerimônia de posse do presidente, evento que contou com uma doação do executivo, e posteriormente foi convidado para um jantar na Casa Branca com outras figuras da indústria;A Apple prometeu “investimentos massivos nos EUA” e, em um aceno favorável a Trump, removeu da App Store ferramentas que rastreavam e identificação a posição de agentes do ICE;Ainda assim, o presidente reclamou algumas vezes com o empresário por ele não ampliar a fabricação de iPhones no país — ele sofreu até ameaças de tarifas extras para produtos feitos na China, mas elas não se concretizaram;Recentemente, Cook virou alvo de críticas nas redes sociais por comparecer à pré-estreia do filme sobre a primeira-dama do país, Melania Trump, horas depois do assassinato de Alex Pretti e sem qualquer manifestação sobre o ocorrido;

O próprio Trump confirmou que pretende diminuir a atuação do ICE na cidade, inclusive por preocupações com a imagem do governo em um período cada vez mais próximo das eleições de meio de mandato. Elas acontecem no fim de 2026 e determinam a composição do Legislativo no país pelos próximos anos.

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