Spotify e gravadoras pedem US$ 13 trilhões em processo contra site

A plataforma de streaming Spotify e um trio de gravadoras de peso abriu um processo contra a biblioteca digital de mídias Anna’s Archive por pirataria e roubo de arquivos. O grupo pede uma indenização de grande porte que pode chegar a US$ 13 trilhões (ou mais de R$ 68 trilhões em conversão direta de moeda) e seria paga pelo projeto, caso ele seja condenado.

Fora o serviço de streaming, o processo uniu Universal Music Group, Warner Music Group e Sony Music Entertainment, alguns dos membros mais influentes da indústria fonográfica. A ação judicial foi movida ainda no final de 2025, mas só neste início de ano teve o sigilo removido pelo tribunal.

O juiz Jed S. Rakoff, que é o responsável pelo caso, já apresentou uma liminar contra o Anna’s Archive pela ausência de representantes na primeira audiência. Ela proíbe a distribuição dos materiais extraídos do Spotify, além de solicitar que empresas de servidores, hospedagem de domínios ou armazenamento não forneçam mais serviços para o projeto.

O que o Spotify pede no processo

O processo acusa o Anna’s Archive de violação de direitos autorais, quebra de contrato, violação de leis de segurança digital contra computadores e desrespeitar uma legislação de proteção a produtos de entretenimento nos Estados Unidos, a Digital Millennium Copyright Act (DMCA).

A ação judicial do Spotify com as gravadoras pede cerca de US$ 151 mil (quase R$ 795 mil) por arquivo que foi roubado dos servidores da plataforma no fim de dezembro do ano passado;No incidente, o grupo hacktivista afirmou ter extraído praticamente todo o catálogo do Spotify por meio de scraping (raspagem de dados) em larga escala e não um ataque hacker convencional;Ao todo, 256 milhões de peças de metadados teriam sido extraídas, assim como 86 milhões de faixas — o que significa um volume estimado de 300 TB e aproximadamente 99% dos conteúdos disponíveis no serviço;Em nota logo após a confirmação da operação, o Anna’s Archives alega que estava disposto a distribuir tanto os metadados quanto as músicas extraídas do Spotify. O argumento da plataforma, que é mais famosa por disponibilizar livros piratas, é de que essa é uma forma de “preservação” do catálogo;A plataforma de streaming confirmou o que chamou de invasão e acusou o grupo por um “roubo descarado de milhões de arquivos contendo quase todas as gravações sonoras comerciais do mundo”.

A plataforma ativista opera por meio de múltiplos domínios e servidores. Apesar da liminar já decidir pelo fechamento provisório, as formas mais comuns de acesso ao serviço seguem no ar normalmente. Uma das defesas envolve a não hospedagem direta dos arquivos pelo site, mas usando outras páginas mantidas por terceiros e que fornecem links para download.

Recentemente, o Spotify confirmou que pagou US$ 11 bilhões para artistas em royalties ao longo de 2025. Saiba mais sobre o tema nesta matéria!