Vale a pena comprar um PC montado? Veja review do ITX Gamer Arena

O mercado de computadores passa por um momento delicado, puxado principalmente pelo aumento expressivo no preço de componentes como memória RAM e placas de vídeo — reflexo direto do “boom” da inteligência artificial e da alta demanda por hardware de alto desempenho. Nesse cenário, montar um PC do zero deixou de ser uma tarefa simples, especialmente para quem busca equilíbrio entre desempenho e preço.

Embora montar o próprio computador ainda seja parte da diversão para entusiastas e, em alguns casos, permita economizar, os PCs montados ganharam espaço por um motivo claro: comodidade. Receber uma máquina pronta para uso, com sistema operacional instalado e garantia centralizada, pode ser um diferencial importante.

Mas será que, em um mercado tão instável, vale a pena comprar um PC montado? Para responder a essa pergunta, eu testei o ITX Gamer Arena, um dos computadores pré-montados da ITX Gamer, marca parceira da Nvidia, que nos emprestou o modelo aqui no Voxel.

O PC Gamer montado com placa de vídeo RTX traz uma combinação interessante de custo-benefício e comodidade, mas também conta com alguns pontos de atenção — especialmente para usuários mais exigentes. Confira, a seguir, a análise completa.

ITX Gamer vende PCs montados, que podem ser usados assim que tirados da caixa.

Direto da caixa: conheça o PC Gamer ITX Arena com Ryzen 5 5500 e GeForce RTX 5060

A Nvidia cedeu ao Voxel um computador da linha ITX Gamer Arena equipado com o processador AMD Ryzen 5 5500 e a placa de vídeo GeForce RTX 5060. O conjunto inclui ainda uma placa-mãe com chipset B550, 512 GB de armazenamento em SSD NVMe e 16 GB de memória RAM DDR4 em um único pente, operando a 3200 MHz (single-channel).

O PC vem montado em um gabinete com lateral de vidro temperado, três fans RGB inclusos e uma fonte de 500 W 80 Plus Bronze. O dispositivo, equipado com a versão de testes do Windows 11, entrega uma configuração funcional já pronta para uso, sem necessidade de ajustes iniciais – desde que você tenha um cabo de rede para usar a internet.

Especificações completas do ITX Gamer Arena

Processador: AMD Ryzen 5 5500 (3,6 GHz / até 4,2 GHz Turbo), 6 núcleos e 12 threadsRefrigeração: Cooler Box AMD Wraith StealthPlaca-mãe: Gigabyte B550M K (chipset B550, soquete AM4)Placa de vídeo: NVIDIA GeForce RTX 5060 OC, 8 GB GDDR7, 128 bitsMemória RAM: 16 GB DDR4 (1×16 GB), 3200 MHz, CL18Armazenamento: SSD de 512 GB M.2 NVMeFonte: Duex 500 W, 80 Plus Bronze, PFC ativo, full modularGabinete:  K-MEX CG-XX30, vidro temperado, 3x fans RGBSistema operacional: Windows 11 TrialGarantia: 12 meses (3 meses legal + 9 meses contratual)Conectividade: não possui Wi-Fi ou Bluetooth de fábrica

Unboxing e primeira experiência

Desde que comecei a usar PCs, sempre montei minhas próprias máquinas, então a experiência de receber um computador já montado ainda era novidade. No caso do ITX Gamer Arena, o produto chega totalmente montado dentro da caixa do gabinete, bem protegido para o transporte.

Segundo a própria ITX Gamer, todos os computadores da marca já vêm com uma versão de avaliação do Windows 11 instalada, o que permite sair usando o PC imediatamente. Na prática, basta tirar da caixa, conectar o cabo de energia, ligar em um monitor e começar a usar — algo que faz toda a diferença para quem não tem familiaridade com montagem de hardware.

O gabinete do computador é espaçoso e conta com tudo que é necessário para ligar e usar o produto.

Essa facilidade é uma vantagem clara tanto para iniciantes quanto para quem já entende do assunto, mas não quer passar horas montando, organizando cabos e instalando sistema operacional. A experiência foi tão direta que até deu vontade de experimentar o PC como uma espécie de Steam Machine, ideia que fica para um outro artigo.

Por outro lado, o maior “problema” de um PC montado também aparece aqui: você não escolhe cada peça individualmente. Enquanto alguns componentes agradam bastante, como a placa de vídeo, outros claramente priorizam custo-benefício, o que pode frustrar usuários mais entusiastas.

Hardware do computador: o que vem no ITX Gamer Arena

Como todo PC pré-montado, o hardware do ITX Gamer Arena é pré-selecionado pela fabricante, sem possibilidade de customização no momento da compra (a menos que a loja ofereça opções extras). Ou seja, você pode ver as peças que estarão na máquina antes de comprar no site da fabricante, mas não pode trocá-las se não gostar de alguma coisa. No modelo testado pelo Voxel, a configuração é a seguinte:

Placa de vídeo GeForce RTX 5060 traz bom desempenho

GeForce RTX 5060 Ghost, da Gainward, é o modelo presente no PC montado que testei. Imagem: Mateus Mognon.

O grande destaque do ITX Gamer Arena é a GeForce RTX 5060, modelo da Gainward na linha Ghost. Voltada para o segmento intermediário, a GPU aposta em um design compacto, sistema de refrigeração eficiente com duas ventoinhas e suporte completo às tecnologias mais recentes da Nvidia.

Especificações da Gainward GeForce RTX 5060 Ghost

GPU: NVIDIA GeForce RTX 5060Clock boost: até 2497 MHzMemória: 8 GB GDDR7Barramento: 128 bitsLargura de banda: 448 GB/sInterface: PCI Express 5.0Conectores: 3x DisplayPort 2.1b, 1x HDMI 2.1bAlimentação: 1x conector de 8 pinosDimensões: 262,1 x 126,3 x 40,1 mmRefrigeração: cooler dual-fan com modo Zero RPM

Na prática, a RTX 5060 entrega um pacote completo para quem joga em 1080p e 1440p, arriscando até mesmo um 4K em certos jogos. O produto conta com acesso a recursos como DLSS 4 com Multi Frame Generation, Ray Tracing de quarta geração e NVIDIA Reflex 2, que reduz a latência em jogos competitivos.

A arquitetura NVIDIA Blackwell também marca presença, trazendo ganhos em eficiência energética e desempenho em tarefas que utilizam inteligência artificial. Para criadores de conteúdo, o suporte ao NVIDIA Studio, ao encoder de nona geração e ao NVIDIA Broadcast amplia o uso da placa além dos jogos.

O sistema de refrigeração da Gainward se mostrou competente, com funcionamento silencioso graças ao modo Zero RPM, ativando as ventoinhas apenas quando necessário. A experiência com games também foi bem satisfatória e dentro do esperado, como mostrado na seção de testes.

Processador: Ryzen 5 5500 entrega o básico para jogos

O AMD Ryzen 5 5500 é um processador focado em custo-benefício, trazendo 6 núcleos e 12 threads, mas sem gráfico integrado — o que não é um problema em um PC que já vem com placa de vídeo dedicada. Ele acompanha o cooler Wraith Stealth, suficiente para o uso padrão sem overclock.

Kit do PC montado inclui processador AMD, placa-mãe da Gigabyte e memórias Patriot.

Apesar de não ser o chip mais moderno da linha Ryzen, o 5500 ainda dá conta do recado em jogos e tarefas do dia a dia, especialmente quando combinado com uma GPU intermediária como a RTX 5060. O combo trabalha bem tanto em jogos competitivos, que não exigem tanto do hardware, quanto em games mais modernos.

Especificações do AMD Ryzen 5 5500

Núcleos / Threads: 6 / 12Clock base: 3,6 GHzClock boost: até 4,2 GHzCache L3: 16 MBTDP: 65 WArquitetura: Zen 3Soquete: AM4Cooler: AMD Wraith StealthVídeo integrado: não possui

A arquitetura Zen 3 também oferece bom desempenho em núcleo único e eficiência energética, além de compatibilidade com o utilitário AMD Ryzen Master, que permite ajustes de desempenho para usuários mais avançados. No geral, eu usei o PC apenas para jogar e trabalhar, e o processador não decepcionou em tarefas cotidianas.

SSD desconhecido cumpre o seu papel

O SSD utilizado no ITX Gamer Arena é, inicialmente, um mistério. Desde que comecei os meus testes, encontrar o modelo correto do produto não foi fácil. Após realizar testes e benchmarks, cheguei a conclusão de que o modelo pode ser uma variante do Hikvision E3000 de 512 GB.

O modelo do SSD presente no computador não é tão conhecido assim, mas entrega o esperado.

O modelo não é tão conhecido entre entusiastas, tampouco por usuários comuns. Ainda assim, o produto entregou o prometido, como é possível ver nos testes realizados no CrystalDiskMark. Seria melhor ter uma marca conhecida para dar mais segurança no uso? Com certeza, mas o SSD anônimo se comportou bem, sem apresentar instabilidades ou quedas de desempenho.

Especificações do SSD

Capacidade: 512 GBInterface: PCIe Gen 3.0 x4 NVMeFormato: M.2 2280Leitura: até 3650 MB/sGravação: até 2850 MB/s

Na prática, o SSD garante boot rápido do sistema, carregamento ágil de jogos e boa responsividade geral, sendo adequado para a proposta do PC. O ponto de atenção fica apenas no espaço, que pode se tornar limitado para quem instala muitos jogos grandes. Felizmente, a placa-mãe conta com outro slot M.2 e mais portas SATA, o que permite fazer upgrades de armazenamento se o usuário quiser.

Placa-mãe: funcional, mas com limitações

A placa-mãe usada no ITX Gamer Arena é a Gigabyte B550M K, um modelo micro-ATX compatível com processadores Ryzen da plataforma AM4. Ela oferece suporte a PCIe 4.0 (dependendo da CPU), dois slots M.2 e arquitetura de memória em dual channel, entregando uma base sólida para upgrades futuros dentro da geração Ryzen 3000 e 5000.

Por outro lado, o modelo peca pela ausência de Wi-Fi e Bluetooth integrados, algo que já poderia vir de fábrica em um PC dessa categoria. Para driblar a ausência, tive que apelar para o cabo de rede e um adaptador sem fio, que não estão inclusos no pacote do PC montado.

Ainda assim, o conjunto de conexões, armazenamento e expansão atende bem a maioria dos usuários que buscam um setup intermediário com possibilidade de evolução. Confira as especificações completas:

Especificações da Gigabyte B550M K

CPU: Soquete AM4, compatível com AMD Ryzen 5000 / 5000G / 4000G / 3000 / 3000GChipset: AMD B550Formato: Micro-ATXMemória: 4× DDR4 DIMM até 128 GB (32 GB por módulo), 2133 MHz até 4733 MHz (OC), dual channel, suporte a ECC* e non-ECC, suporte a XMP (*varia conforme a CPU)Gráficos (para CPUs com iGPU): 1× DisplayPort 1.4 (até 5120×2880@60Hz, HDR, HDCP 2.3), 1× HDMI 2.1 (até 4096×2160@60Hz, HDR, HDCP 2.3), até 16 GB de memória compartilhadaÁudio: Realtek HD Audio, suporte a 2/4/5.1/7.1 canaisRede: Realtek GbE LAN (10/100/1000 Mbps)Slots de expansão: 1× PCIe x16 (PCIe 4.0 ou 3.0 dependendo da CPU), 1× PCIe x1 (PCIe 3.0)Armazenamento: 2× M.2 (1× PCIe 4.0/3.0 via CPU + 1× PCIe 3.0 via chipset), 4× SATA 6 Gb/s com suporte a RAID 0/1/10USB: 4× USB 3.2 Gen 1 traseiras (CPU), 2× USB 3.2 Gen 1 internas (chipset), 6× USB 2.0 (4 traseiras + 2 internas)Conectores internos: 1× ATX 24 pinos, 1× ATX 8 pinos, 1× CPU fan, 1× system fan, 2× M.2, 4× SATA, headers para USB 3.2 e USB 2.0, áudio frontal, TPM, Clear CMOSPainel traseiro: 1× PS/2, 1× DisplayPort, 1× HDMI, 4× USB 3.2 Gen 1, 4× USB 2.0, 1× RJ-45, 3× conectores de áudioWi-Fi / Bluetooth: Não possui

Memória Patriot Viper Elite II entrega bom desempenho, mas em single channel

A memória Patriot Viper Elite II DDR4 3200 MHz de 16 GB entrega um desempenho sólido para setups intermediários, especialmente em jogos e multitarefa, mas opera em single channel, o que reduz um pouco o potencial máximo da plataforma — principalmente em jogos mais sensíveis à largura de banda de memória. 

Ainda assim, a frequência de 3200 MHz com suporte a XMP 2.0 garante estabilidade e desempenho adequado para a proposta do PC, com possibilidade clara de upgrade ao adicionar um segundo módulo no futuro. Considerando os preços atuais dos componentes da categoria e cada vez mais jogos exigindo 32 GB de memória RAM, a possibilidade de upgrade futuro é muito bem-vinda.

Especificações da Patriot Viper Elite II

Capacidade: 16 GB (1×16 GB)Tipo: DDR4Frequência base: 2666 MHz (PC4-21300)Frequência testada: 3200 MHz (PC4-25600)Latência base: 19-19-19-43Latência testada: 18-22-22-42Tensão: 1,35 VFormato: NON-ECC Unbuffered DIMMPinos: 288Recursos: Suporte a XMP 2.0Dissipador: AlumínioCertificações: CE / FCC / RoHSModelo: PVE2416G320C8

Fonte é desconhecida, mas entrega o básico para o sistema

Encerrando os componentes principais, a Duex 850FSE++ é uma fonte pouco conhecida no mercado, mas que no papel oferece especificações robustas para um PC intermediário ou até mais potente, com 850 W de potência total e certificação 80 Plus Bronze. O modelo conta com PFC ativo e design full modular, facilitando a organização interna do gabinete.

Ainda assim, por ser uma marca sem grande tradição ou testes amplamente divulgados, ela se posiciona mais como uma opção funcional do que como uma referência em confiabilidade no segmento. Por outro lado, durante nossa experiência de “ligar e jogar”, o modelo não apresentou nenhum problema – isso durante cerca de dois meses de uso.

Especificações da Duex 850FSE++

Potência total: 850 WCertificação: 80 Plus BronzePFC ativo: SimTensão de entrada: 115V / 230V (automática)Linha +12V: 64ALinha +3.3V: 10ALinha +5V: 10ALinha -12V: 0.3ALinha +5VSB: 2AModelo: DX850FSE++Design: Full modularConectores: 1× ATX 20+4 pinos, 1× ATX 12V (4+4), 3× PCIe (6+2), 4× SATA, 2× Molex (IDE)

E o gabinete?

O ITX Gamer Arena que testei veio montado em um gabinete tão desconhecido quanto outras peças do produto, mas que também me surpreendeu positivamente. O chassi é identificado como Gaming Master K-Mex CG-XX30, mas também aparece com outros nomes na internet, com valores na casa dos R$ 400.

O produto é compatível com placas-mãe ATX e veio com três fans instalados. Seguindo o formato de aquário, o gabinete também conta com três conexões USB na parte superior e laterais com vidro temperado, além de bastante espaço para GPUs maiores e fans extras.

Mesmo com bastante espaço interno, o produto é relativamente compacto (43 cm x 28 cm x 43 cm), facilitando o encaixe em mesas mais apertadas. Durante meu tempo de uso, acabei abrindo o chassi para um upgrade de SSD e verificação das peças, e não tive nenhum problema com sua montagem ou parafusos.

O custo-benefício de um PC montado vale a pena?

Considerando todas as peças do PC montado ITX Gamer, o custo-benefício do modelo vale a pena em comparação a comprar um computador e montar do zero atualmente. Fazendo uma pesquisa rápida de mercado, o preço somado das peças compradas separadamente fica na casa dos R$ 6 mil, excluindo dos cálculos os três fans inclusos no gabinete:

PC montado com as peças compradas separadamente: em torno de R$ 6 mil

Gabinete – Cerca de R$ 400 no Mercado Livre;Placa-mãe – R$ 700;Processador Ryzen 5 5500 – R$ 570;Placa de vídeo RTX 5060 – R$ 2430;Memória RAM de 16 GB Patriot – R$ 1082;SSD de 512 GB – Em torno de R$ 500;Fonte 850 W – Em torno de 600.

PC montado com as mesmas configurações: em torno de R$ 5 mil

O ITX Gamer Arena com Ryzen 5500 e RTX 5060 já foi vendido por valores na casa dos R$ 5 mil no site oficial da fabricante. Atualmente, o modelo está indisponível, mas um PC montado similar da Pichau sai por R$ 5.399.

Ou seja, com a volatilidade atual dos preços no mercado, o PC montado também se monstra uma opção interessante não só pela comodidade, mas também no custo-benefício. No entanto, como já disse antes, o usuário precisa estar disposto a aceitar as limitações presentes no pacote escolhido pela fabricante, como peças desconhecidas e a placa-mãe sem conexão à internet.

Experiência com games: falta de conexão sem fio atrapalha, mas desempenho em testes é satisfatório

Deixando de lado os preços e as peças, o PC montado ITX Gamer com RTX 5060 traz uma experiência satisfatória em games. Meu maior problema com o produto foi a limitação causada pela falta de conexão sem fio, algo que considero essencial atualmente.

Como a placa-mãe usada no PC não contava com um chip de rede Wi-Fi, tive que conectar um cabo de rede para conseguir usar a internet. Depois, tive que apelar para um adaptador USB para conseguir usar o controle do Xbox no computador, já que não existe Bluetooth na Gigabyte B550M K.

Tirando isso, a experiência foi bastante fluída. O combo da RTX 5060 e Ryzen 5500, aliados com 16 GB de RAM, garantem um bom desempenho em Full HD e 1440p. Em alguns casos, até consegui rodar jogos em 4K e 60 frames por segundo usando tecnologias como o Nvidia DLSS.

Testes sintéticos no 3DMark: confira benchmarks do PC Gamer montado

Entrando na parte dos testes, eu coloquei o ITX Gamer para trabalhar com diferentes testes do pacote 3DMark para medir o desempenho e testar suas funcionalidades em um ambiente controlado. No geral, os resultados ficaram dentro do esperado, com um adendo: todos os benchmarks foram realizados antes do lançamento do DLSS 4, com o driver da Nvidia de dezembro de 2025.

Steel Nomad

O Steel Nomad é um benchmark multiplataforma focado em desempenho bruto em DirectX 12, mas sem ray tracing, servindo como um bom indicativo da força tradicional da GPU em rasterização. Ele simula uma cena pesada com alta carga gráfica e permite até exploração interativa no modo específico. 

O ITX Gamer Arena marcou 3117 pontos, com média de 31,17 FPS, um resultado condizente com uma placa intermediária rodando um teste exigente. Na prática, o número reforça que a RTX 5060 é voltada para 1080p e 1440p com ajustes equilibrados.

Speed Way

O Speed Way é um dos testes mais exigentes do 3DMark, voltado para placas compatíveis com DirectX 12 Ultimate. Ele combina ray tracing em tempo real com técnicas modernas de renderização, como mesh shaders, iluminação global dinâmica e efeitos volumétricos, rodando em resolução de 2560 x 1440. 

Nesse cenário mais pesado, o ITX Gamer Arena atingiu 3511 pontos, com média de 35,12 FPS. O resultado mostra que a RTX 5060 consegue lidar com recursos avançados de iluminação e reflexos, mas já operando em um patamar que exige ajustes gráficos para manter altas taxas de quadros em jogos reais.

 

Time Spy Extreme

O Time Spy Extreme eleva o nível em relação ao Time Spy tradicional ao rodar em resolução 4K (3840 x 2160), aumentando significativamente a carga sobre GPU e CPU. O teste combina cenas com alta complexidade gráfica — incluindo partículas transparentes, tesselação e iluminação volumétrica com centenas de fontes de luz — além de um teste de CPU com carga de simulação até três vezes maior que a versão padrão, aproveitando melhor processadores com múltiplos núcleos.

No ITX Gamer Arena, o resultado foi de 5665 pontos no total, sendo 6273 pontos em gráficos e 3657 pontos em CPU. O número mostra que a RTX 5060 consegue lidar com renderização pesada mesmo em 4K dentro de um cenário sintético, mas já operando no limite da proposta da placa. Já o Ryzen 5 5500 entrega desempenho consistente, embora claramente não seja um processador voltado para cargas extremas de simulação.

Port Royal

O Port Royal é o benchmark do 3DMark focado exclusivamente em ray tracing em tempo real, exigindo compatibilidade com Microsoft DirectX Raytracing. A cena combina reflexos com ray tracing, sombras híbridas, superfícies de vidro com reflexos físicos, iluminação volumétrica e diversos efeitos de pós-processamento, rodando em 2560 x 1440.

Nesse teste, o ITX Gamer Arena marcou 8530 pontos, com média de 39,49 FPS no teste gráfico. O resultado reforça o posicionamento da RTX 5060 como uma GPU competente para ray tracing em 1440p, especialmente quando combinada com tecnologias como DLSS. Em termos práticos, o desempenho indica que é possível ativar efeitos avançados de iluminação em jogos modernos, desde que com ajustes equilibrados para manter boa fluidez.

Perfil da CPU

O CPU Profile do 3DMark avalia como o desempenho do processador escala conforme aumenta o número de threads utilizadas, em vez de entregar apenas uma pontuação única. O teste usa cálculos de física e simulações personalizadas, medindo o tempo médio de simulação por quadro para evitar limitação da GPU. 

O Ryzen 5 5500 alcançou 5360 pontos no pico máximo de threads, mostrando um comportamento consistente dentro da sua proposta de 6 núcleos e 12 threads. O resultado confirma que o processador segura bem jogos atuais e tarefas multitarefa moderadas, mas naturalmente fica atrás de CPUs mais modernas com maior contagem de núcleos.

Experiência real com games: ITX Gamer Arena roda jogos pesados?

Depois dos benchmarks sintéticos, parti para os testes em jogos reais para entender como o ITX Gamer Arena se comporta onde realmente importa: jogando. Os testes foram realizados no Windows 11, priorizando configurações altas e ultra sempre que possível, além de explorar tecnologias como Frame Generation da Nvidia quando disponível.

No geral, a RTX 5060 confirma seu posicionamento como uma placa voltada para 1440p, mas que consegue entregar experiências interessantes em 4K com ajustes e uso de recursos de reconstrução de imagem.

Os testes também mostram um cenário promissor para Resident Evil Requiem. Afinal, o novo jogo da franquia chega repleto de tecnologias RTX, incluindo otimizações de Ray Tracing e suporte para DLSS 4 com Frame Generation.

Battlefield 6 (Modo Arena)

No modo Arena de Battlefield 6, o foco foi desempenho competitivo. Em 1080p com gráficos no médio, o jogo rodou entre 100 e 120 FPS, ideal para partidas rápidas e foco em resposta.

Subindo para 1440p, o desempenho caiu para 70 a 80 FPS, ainda plenamente jogável. Em 4K, porém, o cenário muda: a taxa fica entre 35 e 43 FPS, com a VRAM praticamente no limite, indicando que essa resolução já exige concessões claras na qualidade gráfica.

Ou seja, se você comprar o PC para jogar na mesa do escritório com um monitor QuadHD com altas taxas de quadros, vai conseguir bons resultados com os ajustes certos. 

Resident Evil 4

Em Resident Evil 4, configurado em gráficos no Alto e sem FidelityFX, o desempenho em 4K ficou entre 30 e 40 FPS, podendo subir ao destravar o framerate, variando entre 45 e 60 FPS. Ao ativar o FidelityFX em modo qualidade, é possível alcançar 60 FPS estáveis, mostrando como o upscaling ajuda a manter consistência.

Já em 1440p, o jogo roda com folga, variando entre 90 e 120 FPS, entregando uma experiência bastante confortável. Aqui, a RTX 5060 demonstra que sua zona ideal realmente é o QHD com qualidade alta.

GTA V Enhanced

GTA V Enhanced surpreende em 4K com preset Ray Tracing Alto, rodando entre 90 e 120 FPS nativos, com quedas pontuais em cenas mais intensas e ganhos em momentos mais leves. Com o Frame Generation da Nvidia, o framerate sobe para impressionantes 150 a 170 FPS, mostrando o impacto direto da tecnologia em um título bem otimizado.

No modo GTA Online, o desempenho se estabiliza em torno de 60 FPS. Ou seja, enquanto GTA 6 não chega ao PC, o ITX Gamer consegue segurar a versão atualizada de Grand Theft Auto V sem dificuldades. 

Marvel Rivals

No jogo gratuito Marvel Rivals, com gráficos no Ultra em 4K, o desempenho ficou entre 45 e 60 FPS, aproximando-se mais dos 60 FPS com DLSS em modo desempenho.

No preset Alto em 4K, o jogo mantém 60 FPS estáveis, subindo para 80 a 94 FPS com DLSS desempenho. Já em 1440p no Alto, a média varia entre 80 e 90 FPS, chegando a 100 a 110 FPS com DLSS desempenho, entregando uma experiência bem mais confortável para quem prioriza fluidez.

Cyberpunk 2077 

Cyberpunk 2077 continua sendo um dos melhores testes para ray tracing e tecnologias da Nvidia atualmente. Em 4K com Ray Tracing Baixo, a média foi de 49 FPS nativos, subindo para 70 a 80 FPS com Frame Generation.

No Ray Tracing Médio em 4K, o desempenho nativo ficou em 28 FPS, mas chegou a 56 a 60 FPS com Frame Generation, tornando o preset viável com ajustes finos. Já no Ray Tracing Ultra em 4K, o jogo rodou a 24 FPS nativos, chegando a cerca de 30 FPS com geração de quadros.

Sem ray tracing, em Ultra 4K, o desempenho foi de 40 FPS nativos, saltando para 80 a 90 FPS com Frame Generation

Em 1440p, o cenário melhora bastante:

Ray Tracing Médio: 45 FPS nativos e 94 FPS com Frame GenerationRay Tracing Ultra: 40 FPS nativos e cerca de 80 FPS com Frame Generation

Ou seja, dá pra tirar um belo caldo do jogo fazendo as otimizações gráficas certas, principalmente jogando em 1440p. E com o uso do Frame Generation e DLSS, é possível até arriscar um 4K em 60 quadros por segundo, mas com certas concessões gráficas.

Black Myth: Wukong 

Em Black Myth: Wukong, utilizando o benchmark disponível na Steam, o jogo rodou em 4K no Alto sem Ray Tracing com média de 71 FPS com Frame Generation ativado.

Com Ray Tracing Médio em 4K, a média caiu para 48 FPS, enquanto no Ray Tracing Ultra em 4K, ficou em 34 FPS, com quedas pontuais para 29 FPS. Nesse modo, o jogo praticamente consome toda a VRAM disponível, mostrando que esse é o limite prático da GPU nesse cenário.

Street Fighter 6

Para os fãs de jogos de luta, Street Fighter 6 roda em 4K com gráficos no máximo a 60 FPS, que é o padrão recomendado para partidas competitivas. O desempenho é estável e consistente, ideal para o foco em precisão nas lutas.

No modo mundo aberto, é possível alcançar até 120 FPS com gráficos reduzidos, mas, como o próprio jogo prioriza 60 FPS nas lutas, essa acaba sendo a configuração mais indicada.

Vale a pena comprar um PC montado com placa de vídeo RTX em 2026?

Diante do cenário atual do mercado — com placas de vídeo e memórias RAM inflacionadas pela demanda de inteligência artificial e alta volatilidade nos preços — o ITX Gamer Arena mostra que, sim, vale muito a pena apostar em um PC montado, especialmente para quem busca equilíbrio entre custo-benefício e comodidade. Receber a máquina pronta, com sistema instalado, garantia centralizada e zero dor de cabeça na montagem é um diferencial real em 2026.

No caso específico do modelo testado, o desempenho ficou totalmente dentro do esperado para o conjunto formado por Ryzen 5 5500 e RTX 5060. Em jogos competitivos, ele sobra em Full HD; em 1440p, entrega sua melhor forma; e, com ajustes e uso de tecnologias como DLSS e Frame Generation, consegue até encarar 4K em diversos títulos. Os testes sintéticos e práticos confirmam isso: trata-se de uma configuração honesta, equilibrada e coerente com sua proposta.

Vale a pena comprar um PC montado pela comodidade, mas você precisa lidar com algumas limitações.

No entanto, também existem limitações que precisam ser levadas em conta. Algumas peças são de marcas menos conhecidas, o que pode gerar desconfiança em usuários mais exigentes. A memória opera em single channel de fábrica, o SSD não é de marca tradicional e a fonte, apesar de funcional, não é referência no mercado. O ponto mais decepcionante, no entanto, foi a ausência de Wi-Fi e Bluetooth na placa-mãe — algo que já deveria ser padrão nessa categoria, especialmente em um mundo cada vez mais sem fio.

Por outro lado, o gabinete espaçoso, os slots disponíveis e a própria plataforma AM4 ainda permitem upgrades interessantes, seja adicionando mais 16 GB de RAM, expandindo o armazenamento ou até trocando o processador por um modelo mais robusto da linha Ryzen 5000. Ou seja, embora seja um PC fechado no momento da compra, ele não é um sistema engessado, permitindo eventuais upgrades.

No fim das contas, o ITX Gamer Arena entrega exatamente o que promete: um PC gamer pronto para usar, com boa performance e preço competitivo frente à compra das peças separadas. Desde que o comprador esteja ciente das concessões e preparado para lidar com limitações — especialmente na conectividade — a experiência geral é bastante satisfatória.

E aí, o que achou da review do PC Gamer? Comente sua opinião: você prefere montar um computador do zero ou comprar o produto já pronto para uso?