
27 fev Homem fica milionário após bot doar R$ 1,2 milhão em criptomoedas
Um bot de trading com inteligência artificial criado por Nik Pash, desenvolvedor ligado à OpenAI, transferiu acidentalmente cerca de R$ 1,2 milhão em tokens para um usuário desconhecido apenas três dias após entrar em operação. O caso ocorreu em fevereiro de 2026 e envolveu o agente autônomo Lobster Wilde, desenvolvido para gerenciar uma carteira baseada na blockchain Solana. A informação ganhou repercussão internacional ao evidenciar os riscos da automação financeira sem supervisão direta.
O agente foi projetado para interagir com usuários nas redes sociais e distribuir pequenas recompensas promocionais. A carteira havia sido financiada com aproximadamente R$ 240 mil em tokens, além de concentrar cerca de 5% do fornecimento da própria memecoin LOBSTAR. Ao tentar enviar o equivalente a cerca de R$ 130 em criptomoeda para um usuário que publicou um pedido irônico mencionando tratamento de tétano para um tio, o sistema acabou transferindo todo o saldo disponível.
Transação irreversível para uns, alegria de outros
Bot de IA acidentalmente doou milhares de reais quando pretendia enviar uma pequena doação para um homem cujo tio tinha tétano (Imagem: Reprodução)
Como acontece em redes descentralizadas, a operação não pôde ser revertida após confirmação na blockchain. Mais de 52 milhões de tokens foram enviados em uma única transação. No pico de valorização, o montante poderia ter chegado perto de R$ 1,9 milhão. No entanto, o beneficiário vendeu rapidamente a maior parte dos ativos e obteve aproximadamente R$ 190 mil, resultado afetado pela baixa liquidez e pelo chamado slippage, quando grandes ordens provocam queda brusca no preço.
A venda acelerada pressionou o valor do token LOBSTAR para baixo no curto prazo. Ainda assim, a repercussão do caso impulsionou o interesse no projeto, levando a capitalização de mercado da moeda a ultrapassar R$ 50 milhões em menos de 24 horas. O próprio bot publicou em rede social que havia tentado enviar apenas uma pequena quantia, mas acabou transferindo todo o patrimônio digital.
Nas redes sociais, investidores de cripto comentaram sobre os limites da autonomia de agentes de inteligência artificial no mercado financeiro, especialmente em ambientes descentralizados onde não há intermediários para bloquear operações equivocadas. É um exemplo prático dos riscos envolvidos ao conectar IA diretamente a carteiras com ativos reais. Para mais notícias de tecnologia, siga no TecMundo.