
04 mar Antes do retorno de The Boys, Karl Urban vira pirata em filme do Prime Video
Enquanto o público aguarda novos capítulos de The Boys, que estreiam em 8 de abril, Karl Urban decidiu navegar por águas bem diferentes no Prime Video. No filme O Refúgio, já disponível no streaming, o ator troca o sarcasmo ultraviolento de Billy Butcher por um casaco de pirata, espada em punho e uma obsessão que o transforma em uma figura vilanesca.
Lançado no Amazon Prime Video em 25 de fevereiro, O Refúgio é dirigido por Frank E. Flowers e mistura ação com drama psicológico. No centro da história está um confronto entre passado e presente, liberdade e vingança — e Urban assume o papel do antagonista que move essa engrenagem.
Em entrevista enviada ao Minha Série, o ator detalhou a construção de Capitão Connor, um pirata marcado por traição e que traz uma vibe bem diferente do rival do Capitão Pátria.
Karl Urban interpreta Capitão Connor, o antagonista do filme
Em O Refúgio, Karl Urban vive o Capitão Connor, que é um ex-capitão da Companhia das Índias Orientais que se torna um pirata fora da lei. Segundo o ator, o personagem é movido por dois objetivos: uma sede obsessiva de vingança contra Bloody Mary e a busca por liberdade — simbolizada por um perdão oficial por toda uma vida de pirataria.
O astro ressalta que Connor não é apenas um vilão clássico: ele representa um homem que perdeu seu lugar no mundo. “Connor é o último de uma espécie em extinção, vivendo em um mundo que evoluiu política e moralmente além da função dele”, afirmou Urban. “É um mundo que homens como ele ajudaram a construir, mas que já não tem espaço para que eles vivam.”
Para o astro de The Boys, há uma tragédia inerente ao personagem. “Ele foi traído pelo próprio país e pela mulher que amava. Qualquer pessoa que já tenha sido traída consegue se identificar com isso. Sinto que isso endureceu o coração dele.” No fim das contas, ele define o filme como “uma história de amor trágica… com o volume lá em cima”.
A trama de O Refúgio e o embate com Bloody Mary
A história acompanha Ercell Bodden, vivida por Priyanka Chopra Jonas, uma ex-pirata que tenta viver em paz com o filho e a família em Cayman Brac. O passado, porém, retorna quando Connor chega à ilha em busca dela.
No passado, Ercell foi capturada por Connor ainda jovem, integrou sua tripulação e se tornou a temida Bloody Mary — além de sua amante. A relação terminou em traição: ela roubou um carregamento de ouro e desapareceu.
O reencontro desencadeia uma espiral de violência que envolve perseguições, emboscadas e um duelo final no alto do penhasco conhecido como O Refúgio. Connor quer vingança, mas também vê na captura de Bloody Mary a chance de obter o perdão que tanto deseja.
Na entrevista, Karl Urban diz que é fã de filmes como Piratas do Caribe, que influenciaram como esse arquétipo é visto na cultura pop. No entanto, ele vê seu personagem como algo mais próximo de clássicos como Moby Dick, em que muitas camadas de sentimentos se misturam no sal do oceano.
Karl Urban conta como foi viver pirata em filme sanguinário
Para viver Connor, Urban voltou a um tipo de preparação que não experimentava havia algum tempo. “Fazia tempo que eu não usava uma lâmina em um filme. Eu gosto da forma e do fluxo da esgrima, sinto que isso vem naturalmente para mim.”
O ator relembrou, inclusive, que foi treinado por Bob Anderson — o lendário dublê de Darth Vader — durante as filmagens de The Lord of the Rings: The Fellowship of the Ring. “Provavelmente sou um dos poucos atores que pode dizer que foi treinado pessoalmente por Darth Vader”, brincou.
Segundo ele, as cenas de luta em O Refúgio foram extremamente exigentes. “Tanto eu quanto Priyanka levamos nossos corpos ao limite. Saímos com alguns hematomas pelo caminho.”
Urban contou que não conhecia o trabalho de Priyanka antes das filmagens, mas ficou impressionado. “Ela foi um prazer trabalhar. Fiquei muito impressionado com a paixão e o comprometimento que trouxe ao papel.”
Ele destacou especialmente a fisicalidade da atriz. “Há uma cena em que ela está ofegante depois de ser jogada por uma janela — é, sem dúvida, a melhor atuação de alguém sem fôlego que já vi. Sério, é nível Sigourney Weaver.”
Espadas ou super-heróis? A comparação com The Boys
Questionado se lutar com espadas é mais intimidador do que as coreografias de The Boys, Urban foi direto: “Não é mais nem menos intimidador. É basicamente a mesma disciplina. Você precisa ensaiar, dedicar tempo, aprender os movimentos. Não é algo que dá para improvisar.”
No fim, tudo se resume a coordenação e confiança — especialmente quando se trata de cenas de combate corpo a corpo. Essa confiança também esteve presente na parceria com o diretor Frank E. Flowers.
“Eu adorei colaborar com o Frank. Ele sempre tinha uma visão muito clara do que queria. É colaborativo, focado e cria um ambiente em que a equipe pode fazer o material voar”, elogiou o ator.