Testei o Galaxy S26 Ultra com tela privada: celular dita futuro da Samsung, mas é bom?

O Galaxy S26 Ultra é muito bom, isso não é nem uma novidade. Na verdade, ele é o único dessa nova geração que chama atenção — e eu acho que a Samsung teria que se esforçar para ele não ser bom. É só olhar os dois últimos: o S24 Ultra e o S25 Ultra. Eles são dois baitas celulares e serão atualizados por sete anos (a partir da data de lançamento, é claro).

Então o meu ponto aqui não é só te falar o quão bom é o S26 Ultra e onde ele poderia ter ido melhor, mas talvez também te mostrar que você consegue coisa parecida pagando bem menos — e vou reforçar o “parecida”, já que você não encontrará as melhorias gerais e nem a Tela de Privacidade, que é o principal destaque.

Tela de Privacidade: realmente funciona ou é dispensável?

Se você viu o meu hands-on do Galaxy S26 Ultra já deve conhecer a Tela de Privacidade. É a melhoria mais notável e eu reforço o que disse antes: esse é um negócio bem genial.

O novo recurso esconde o conteúdo da sua tela e quem está ao seu redor não consegue enxergar pelos cantos. É mais comum que isso aconteça pelas laterais, mas a visibilidade é ajustada nos quatro cantos, incluindo por cima e por baixo.

Há quem possa argumentar que “é só comprar uma película de R$ 10 que dá no mesmo”, mas a função faz isso bem melhor. Você consegue ativar e desativar o recurso a qualquer momento e ele funciona bem rápido, já que também é uma ferramenta de hardware.

Novo recurso “Tela de Privacidade” pode ser ativado e desativado a qualquer momento. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Você pode criar rotinas para que a Tela de Privacidade só funcione em alguns horários, quando você se afastar do endereço de casa ou ao chegar em algum endereço, por exemplo. Se preferir, pode usar só em alguns aplicativos específicos, como no seu banco, o app de mensagem, YouTube, navegador, notas, redes sociais.

Ele pode esconder todo o conteúdo da tela, mas você também pode só esconder o balão de notificação e o resto do conteúdo ainda fica visível, ou então esconder as senhas do sistema. Infelizmente ele não funciona em outras áreas específicas de apps, como só nas mensagens do Instagram ou nos balões da central de notificações. A Samsung ainda não confirmou se vai disponibilizar uma API para os desenvolvedores, mas tomara que sim.

Ferramenta pode ser útil para esconder as notificações do smartphone. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Essa aqui eu consigo enxergar como uma inovação que resolve um problema de privacidade em espaços públicos de um jeito “simples” e que realmente funciona.

O que acontece na tela do S26 Ultra é que ela é cheia de linhas de “pixels abertos” que espalham a luz para os lados em mais ângulos de visão, fazendo com que outras pessoas possam ver o conteúdo, enquanto outras linhas de “pixels fechados” emitem a luz para frente, na direção de quem está segurando o celular.

Quando você ativa a Tela de Privacidade, esses pixels abertos são desligados e aí sobram somente os pixels fechados. Por isso que só quem segura o celular tem total visibilidade do que está aparecendo ali.

Tecnicamente, existem três níveis da função Tela de Privacidade. No primeiro, a tela ainda fica um pouco visível para quem olha pelos lados, mas dificulta bastante para ler e deixa as imagens sem muito contexto. No segundo, que é a “proteção máxima”, é muito difícil mesmo ver algo. E o terceiro é o que esconde só as notificações.

Mas o recurso não é exatamente perfeito. Com a introdução, comparando com o Galaxy S25 Ultra, pude notar essas diferenças:

Quando a Tela de Privacidade é ligada, a resolução também cai porque vários pixels estão literalmente desligados;Naturalmente, o brilho e os ângulos de visão também caem. É mais fácil perceber isso se você usa o brilho mais forte e a tela em QHD+;Se você usa mais o tema escuro do celular, vai notar que ele deixa a tela mais acinzentada. Se usar mais o tema claro, vai perceber ele mais próximo do branco. Para quem olha pelos lados, a tela apenas fica escura;Outro detalhe é que o acabamento antirreflexo continua por aqui, mas ele é melhor no S25 Ultra do que no novo modelo.A tela do Galaxy S25 Ultra (à direita) deixa os reflexos menos aparentes. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Por ser a primeira geração de uma tecnologia nova e que levou anos para ser desenvolvida, a Tela de Privacidade cumpre bem demais o seu papel. Mas ele diminui, sim, um pouco a qualidade geral deste display quando está ligado. Eu tenho usado só em coisas específicas, como nas notificações, senhas de sistema e em alguns apps para ativarem sozinhos, e a minha experiência tem sido muito positiva.

E esse continua sendo um ótimo display, de forma geral. A Samsung manteve as 6,9 polegadas de tamanho, a resolução alta e o painel Amoled Dinâmico 2x. Se você colocar os números ao lado do S25 Ultra eles são praticamente os mesmos, incluindo o pico de brilho de 2.600 nits e a taxa de atualização LTPO até 120 Hz.

Tem bastante qualidade aqui, a Samsung não costuma decepcionar nesse ponto. E o leitor ultrassônico de digitais também segue sob a tela. Mas o display não traz outras atualizações, como a profundidade de cores de 10-bit que era esperada.

Novo design

Existem poucas diferenças no design do S26 Ultra. Ele agora tem cantos mais arredondados e não é tão “quadrado” quanto o S25 Ultra, é verdade. Mas também ficou um pouquinho mais fino e leve, coisa que eu senti a diferença.

Galaxy S26 Ultra (à esquerda) e Galaxy S25 Ultra (à direita). (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Com os cantos arredondados ele fica até mais próximo dos outros S26, unificando mais toda a linha. E isso também faz com que a S Pen tenha só um lado “certo”: você até pode encaixá-la dos dois lados, mas do jeito “errado” ela fica com uma pontinha para fora — antes, como era reto, a ponta da caneta também era e não tinha essa preocupação.

Aliás, a S Pen não ganhou o Bluetooth de volta. Na verdade, ela agora está um pouquinho mais fina e menor para caber no corpo mais estreito do aparelho. Principalmente falando de ergonomia, eu acho a S Pen do S25 Ultra mais confortável.

A S Pen que acompanha o S26 Ultra é mais fina que a do modelo anterior. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Outra mudança visível fica no módulo das câmeras. Os sensores não ficam mais “soltos”, mas sim em um módulo em formato de pílula. É bem similar ao do Z Fold 7. É uma mudança discreta, mas que dá para perceber. O novo formato está mais saltado, o que ajuda a “encaixar” na lateral do dedo. Mas isso também faz com que ele balance bastante na mesa que nem o dobrável.

Só que a Samsung fez uma outra mudança que é mais escondida. A Apple usou o titânio nas laterais por duas gerações, e a Samsung fez o mesmo. Mas esse material não ajudava o iPhone, ele esquentava demais e não conseguia dissipar bem o calor, o que fez com que o iPhone 17 Pro voltasse ao alumínio. O Galaxy S26 Ultra faz o mesmo caminho.

Ele traz um alumínio reforçado (Armor Aluminum 2) nas laterais e, pessoalmente, eu não notei nenhuma diferença. O acabamento continua ótimo e o celular também me parece tão firme quanto o anterior. Mas o titânio costuma amassar menos, então é bom ter cuidado e evitar as quedas.

Outra “quase” adição foi o suporte ao carregamento sem fio com ímãs, o popular Qi2. Ele até é compatível, desde que você use uma capinha. Só que tem um baita detalhe aqui: a posição dos ímãs meio que dificulta usar alguns acessórios, como carregadores e suportes para cartões, sem ficar por cima do módulo de câmera.

Apesar das capinhas do S26 Ultra contarem com ímãs, a posição dificulta o uso de diversos acessórios. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Vale acrescentar aqui que ele ainda conta com a proteção IP68 contra água a poeira, além de vidro Gorilla Glass Armor 2 na tela e Victus 2 na traseira. Eles prometem ser mais resistentes a arranhões e quedas, assim como no S25 Ultra.

Desempenho

A Samsung também fez aquelas melhorias protocolares de hardware, coisa que a gente já espera ver. Ele tem um chip novo, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 for Galaxy, além de 12 GB ou 16 GB de RAM e até 1 TB de armazenamento (a única versão com mais RAM).

Esse é um celular extremamente competente quando a gente fala de desempenho. Eu comparei com o Realme GT 8 Pro, que tem o Snapdragon 8 Elite Gen 5 padrão, e o Galaxy até pega uns pontos extras em alguns benchmarks.

AnTuTu:

Galaxy S26 Ultra: 3.641.433Realme GT 8 Pro (Snapdragon 8 Elite Gen 5): 3.835.036iPhone 17 Pro Max (A19 Pro): 2.396.859

Geekbench 6:

Galaxy S26 Ultra: 3.539 (single core) e 10.601 (multi-core)Realme GT 8 Pro (Snapdragon 8 Elite Gen 5): 3.319 (single-core) e 9.098 (multi-core)iPhone 17 Pro Max (A19 Pro): 3.739 (single-core) e 9.620 (multi-core)Desempenho do Galaxy S26 Ultra é estável. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

Ele faz tudo muito rápido, a multitarefa é ótima, os jogos rodam com bastante tranquilidade. A câmara de vapor nova faz um baita trabalho, eu quase não notei ele esquentando enquanto jogava ou filmava por bastante tempo. Já desmontaram ele e descobriram que ela está sim maior, traz uma camada extra de grafite, blocos térmicos e até pasta térmica.

A não ser pelo software — a One UI 8.5 está bem legal e vai chegar a outros modelos —, é difícil diferenciar ele do S25 Ultra no dia a dia quando a gente olha para desempenho. A principal diferença seria a eficiência térmica.

Bateria não mudou, mas está melhor

A bateria não teve tecnicamente um avanço significativo, embora seja mais eficiente. A capacidade é a mesma de 5.000 mAh, a Samsung continua sem avançar para a tecnologia de silício-carbono. Mas a autonomia melhorou, muito possivelmente graças ao novo chip mais econômico e a todo o conjunto térmico.

No meu uso, a média de tela ligada passou das 8h por dia com facilidade — ainda sobrando de 30% a 40% da energia. Eu considero aqui um uso mais intenso até para trabalho, mas também com jogos, vídeos, redes sociais, usando as câmeras e afins.

Essa foi basicamente a média que eu tive com o iPhone 17 Pro Max e fica acima do que eu tive que o Galaxy S25 Ultra, que ficava entre 6h e 7h. Ou seja, ponto positivo. Mas ainda fica atrás do Realme GT 8 Pro, que por acaso usa uma bateria de silício-carbono.

O carregamento também melhorou e agora é de 60W, antes era de 45W. Ele agora leva somente uns 40 minutinhos para carregar por completo, e uma carga rápida de 15 minutos já devolveu cerca de 50%. Não são os 120W que a gente vê por aí, mas é muito mais rápido e, mais uma vez elogiando o resfriamento do celular, ele não esquenta muito nesse processo.

Tempo de carregamento:

5 minutos: 21%15 minutos: 51%30 minutos: 83%42 minutos: 100%

One UI 8.5 e novo assistente Bixby

A One UI 8.5 foi um outro lançamento massa demais que chegou com o S26. Essa é uma daquelas interfaces que deixam você personalizar praticamente tudo, mas também traz umas adições importantes.

Uma melhoria que eu gostei foi a forma como a Samsung reorganizou um monte de coisas do sistema. Aqueles menus que ficam na barra inferior agora estão em uma barra flutuante. Já as barras e botões de pesquisa agora também estão na parte inferior, o que facilita e muito para alcançar com uma mão somente.

A interface também tem bastante movimento, interagindo mais com a física. É um padrão do Android 16 que começa a se espalhar. Se você arrastar as notificações, por exemplo, vai notar esse efeito dos balões se “desprendendo”.

O visual do sistema está claramente mais organizado e cheio de animações sutis. Ele agora mostra o “Finder” na tela inicial e traz resultados dos contatos, arquivos, notas, imagens da galeria, configurações e até atalhos para os apps. Mas nem sempre os resultados são os melhores. Se você busca por um app pelo Finder, o resultado fica lá embaixo, diferente da busca padrão da gaveta do sistema que mostra esse resultado no topo.

E eu não acredito que estou falando isso, mas o assistente virtual Bixby está absurdamente melhor – se a gente comparar com o que ele já foi.

Você pode pedir por um Uber, para ele te lembrar de coisas do seu calendário, para tocar músicas no Spotify ou YouTube Music, para enviar mensagens no WhatsApp e até para ir direto a algum filme na Netflix. Ele também consegue fazer ajustes rápidos no sistema, como ativar ou desativar coisas, tudo com uma linguagem mais natural.

Novo assistente Bixby agora tem tecnologia de IA da Perplexity. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

É uma versão do assistente da Samsung que merecia mesmo uma atualização porque ele não era nada prático. Eu tenho usado mais o Bixby do que o Gemini nesses últimos dias até para fazer umas buscas mais simples, identificar músicas ou para tirar dúvidas rápidas, e sem sacanagem nenhuma eu estou gostando da experiência.

Ele está bem mais rápido, mais útil e o melhor de tudo é que simplesmente funciona. Agora, a base do Bixby é a tecnologia da Perplexity. Ainda tem coisas para melhorar, como a integração com mais aplicativos de terceiros e a voz robótica. Mas esse é o caminho certo.

A Samsung também trouxe outros recursos que, em teoria, deixariam o S26 mais próximo de um “agente de IA”. A gente ainda não está lá. O Now Nudge, por exemplo, entende melhor o contexto das suas interações em outros apps e sugere ações, como criar eventos no calendário ou mostrar as fotos que algum amigo pediu.

Só que eu não vi isso funcionar na prática do jeito fluido que a gente viu nas demonstrações. É o tipo de função que tem potencial, que nem o Now Brief, mas que talvez precise de refinamentos para ser um “agente” de verdade.

Ferramenta “Now Nudge” tem a missão de transformar o smartphone em um agente de IA. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

A verdade é que, desde o Galaxy S24, a Samsung vem apostando forte no software dos seus celulares. O Eliminador de Ruído agora funciona em apps como YouTube, TikTok e Instagram, o celular agora também “atende” e filtra as chamadas por você. E essas coisas parecem funcionar bem, toda vez que eu recebo uma chamada desconhecida já mando direto pro assistente de chamada.

As mudanças na interface One UI 8.5 não são gigantes, mas são boas. O painel rápido agora até está mais aberto para personalização, isso é bem legal. Mas eu diria que a atualização no assistente Bixby, pra mim, foi a melhor novidade. Não estava no meu bingo de 2026 elogiar o assistente da Samsung.

Câmeras: o que realmente mudou?

A linha Ultra da Samsung também traz nas câmeras um belo destaque. Os sensores são tecnicamente os mesmos do ano passado, mas com algumas mudanças.

Câmeras do S26 Ultra:

Principal: 200 MP (f/1.4), OISUltra-angular: 50 MP (f/1.9)Telefoto (5x): 50 MP (f/2.9), OISTelefoto (3x): 10 MP (f/2.4), OISFrontal: 12 MP (f/2.2), 23 mmGalaxy S26 Ultra traz conjunto poderoso de câmeras. (Imagem: Felipe Pedro/TecMundo)

A câmera frontal, por exemplo, está um pouquinho mais aberta. Eu consigo perceber essa mudança colocando ele lado a lado com o modelo anterior, mas não é nada dramático. A câmera telefoto de 5x e a principal trazem lentes mais abertas, o que ajuda a fazer fotos e vídeos melhores em cenários de baixa iluminação.

Na sopa de letrinhas das especificações não existe muita diferença para o S25 Ultra, de fato. Mas, na prática, existem algumas diferenças sim. A lente principal, por exemplo, tem uma distância focal maior, então você não consegue chegar tão perto de alguns objetos sem ativar o modo macro que nem no S25 Ultra — por acaso, esse modo macro continua muito bom.

Galaxy S26 Ultra: câmera ultra-angular. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)Galaxy S26 Ultra: câmera principal. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)

Quando a gente olha para a qualidade geral, a Samsung continua entregando imagens excelentes. Os detalhes ficam bem aparentes, as cores também são muito boas (e por vezes bem saturadas). Eu já gosto bastante das câmeras do S25 Ultra e a experiência do novo modelo é tão bacana quanto.

Nos sensores que não tiveram mudanças, como o de zoom óptico de 3x e o ultra-angular, a gente ainda nota uma certa granulação. A qualidade deles é estável e eu diria que são confiáveis, mas não espere por nenhum avanço gritante além do pós-processamento.

Galaxy S26 Ultra: câmera de zoom óptico com 3x de alcance. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)Galaxy S26 Ultra: câmera de zoom óptico com 5x de alcance. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)Galaxy S26 Ultra: câmera de zoom óptico com 3x de alcance. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)

Já nas outras lentes que ficaram maiores, a principal diferença que eu notei é que elas são mais rápidas para fazer imagens em cenas mal iluminadas. O nível de exposição também ajuda a fazer imagens mais sóbrias até sem o modo noturno ativado.

Mas vale um adendo: principalmente nas lentes de zoom, eu percebi que os detalhes são bem mais suavizados e as cores, caso a cena esteja naquela escuridão, vão ficar menos saturadas.

Mas, é claro, existem novos recursos de IA. O celular agora traz edições de imagens usando prompts. Você só precisa digitar o que quer ver de diferente e ele faz, e é tudo bem rápido. Aí você consegue ir aos dois extremos: editar coisas rápidas ou gerar imagens mais bizarras. O que limita aqui é a imaginação — e os padrões de segurança gerais, que nem sempre vão deixar você gerar a imagem que quiser.

Foto editada por IA à esquerda: recurso pode adicionar objetos de outras fotografias. (Foto: Wellington Arruda/TecMundo)

Esse recurso me parece que foi feito justamente para gerar imagens novas, e não para editar coisas mais práticas, como detalhes de sombras, coloração, nitidez e afins. E os resultados nem sempre são bons, afinal de contas estamos lidando com uma IA.

Outra adição legal foi a busca inteligente na Galeria e que também funciona no Finder. É só pesquisar por algum dia específico e ele te mostra essas imagens. E lá no Expert RAW a gente agora tem um novo tipo de “refletor manual”. Ele é bem útil nas imagens contra a luz, já que pode iluminar melhor partes da cena que podem ficar escuras e você escolhe a intensidade e posição.

Já os vídeos continuam muito bons. Ele segue sendo compatível com 4K a 60 fps em todas as câmeras, além de contar com a resolução 8K. E se você for no modo profissional, ele consegue ativar a opção de filmar em 4K com até 120 fps — tudo isso também existe no S25 Ultra.

Eu diria que é quase um ponto de estabilidade. Os vídeos que eu fiz com o novo Galaxy ficaram ótimos, cheios de detalhes e com cores vibrantes. E aqui eu destaco mais os sensores principal, ultra-angular e o de zoom óptico de 5x. As imagens são bastante estáveis e claramente entregam um baita resultado.

A grande novidade deste ano nos vídeos não é o modo que trava o horizonte. Sendo honesto, esse nem é um recurso novo na indústria. Só que a Samsung fez melhor que a Motorola, que lançou essa função em 2023. No S26 é possível gravar com resolução 4K e realmente os vídeos ficam praticamente sem tremedeira.

Para mim, a melhor melhoria nos vídeos está no codec APV da Samsung. Ele é um modo profissional além do Log, mas que também preserva muitos detalhes e gera arquivos enormes: 1 minuto de gravação com o modo APV pode gerar arquivos de 7,31 GB.

O negócio é que a Samsung facilitou demais esse tipo de ajuste de cor nos vídeos e colocou cinco LUTs diferentes. Ainda não é possível editar e salvar um preset de LUT, mas eu não duvido que isso aconteça em algum momento.

Galaxy S26 Ultra vale a pena?

A Samsung fez uma série de melhorias no novo Galaxy S26 Ultra, mas nem todas são enormes. A bateria agora carrega mais rápido e é mais eficiente, mas ainda não é de silício-carbono. As câmeras também evoluíram, mas não a ponto de ultrapassar de vez o S25 Ultra. E o desempenho é realmente muito bom, especialmente se você joga por muito tempo, mas no dia-a-dia é difícil ver uma diferença notável entre essas duas gerações.

Quando eu faço essas comparações eu não estou exatamente criticando o S26 Ultra, mas sim elogiando o S25 Ultra — e também, de tabela, o S24 Ultra que tem muito chão pra rodar ainda.

Está cada vez mais claro que a Samsung não quer sair mais brigando por especificações e, na realidade, foca mais em melhorar a experiência de software. E na minha opinião isso tem evoluído. É claro que tem muito recurso de IA que você não precisa nem olhar, mas tem bastante coisa nova chegando agora e que, por acaso, também pode chegar em modelos anteriores.

Então a menos que você queira muito uma bateria melhor, a nova Tela de Privacidade (que é realmente muito legal), hardware mais forte e resfriado, o S25 Ultra facilmente seria a minha indicação. E não só por estar mais barato, mas principalmente por ainda ser um aparelho muito competente nos dias atuais.

Se a gente for olhar para um upgrade da geração passada para essa nova, acredito que seja válido para quem quer uma autonomia de bateria melhor. Em desempenho, câmeras e design o S25 Ultra também segue entregando muita coisa.

Agora, se vale a pena ou não comprar o Galaxy S26 Ultra, eu diria que sim. O smartphone não é nada barato, o valor sugerido começa em R$ 11,5 mil. A Samsung é uma das marcas que mais faz promoções e dá descontos aos seus novos produtos. Nesse sentido, eu acho que o investimento no novo modelo é muito mais prático procurar essas ofertas, mas o preço cheio é dolorido — cortesia do segmento, que desde que passou da barreira dos R$ 10 mil nunca mais voltou.