
16 mar Tá amarrado! Robô que se reconstrói sozinho viraliza nas redes
Engenheiros da Northwestern University, nos Estados Unidos, apresentaram no início de março, uma nova geração de robôs modulares capazes de se recombinar, sobreviver a danos e continuar operando mesmo após sofrerem impactos severos. O projeto foi liderado pelo pesquisador Sam Kriegman, professor da McCormick School of Engineering, e descrito em um estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
Batizados de “legged metamachines”, os robôs são formados por módulos independentes que funcionam como blocos de construção inteligentes. Cada unidade possui motor, bateria e computador próprios, o que permite que ela se mova de forma autônoma. Quando conectados, esses módulos formam estruturas maiores e mais complexas, capazes de adotar diferentes formas e modos de locomoção.
Robôs que se reorganizam?
Chamados de “metamachines”, eles funcionam como blocos de Lego inteligentes (Imagem: Northwestern Now)
Sozinhos, os módulos conseguem rolar, girar ou saltar (eu diria que bem feiosamente). Mas o comportamento mais impressionante aparece quando várias unidades são combinadas. Dependendo da configuração, os robôs podem se movimentar de formas variadas, ondulando como focas, saltando como cangurus ou correndo com movimentos semelhantes aos de pequenos animais.
Além da mobilidade incomum, os pesquisadores destacam a resistência dessas máquinas. Como cada parte funciona de forma independente, danos físicos não significam necessariamente o fim da operação. Mesmo se um módulo for destruído ou separado, os outros continuam funcionando e podem reorganizar a estrutura para manter o movimento.
Testes fora do laboratório foi engraçado e assustador
Robôs modulares que se reorganizam, sobrevivem a danos e continuam andando por aí (Imagem: Northwestern Now)
Depois das simulações, os pesquisadores montaram alguns dos modelos mais promissores e os levaram para testes em ambientes reais. Nos experimentos, os robôs atravessaram terrenos irregulares como cascalho, areia, folhas e raízes de árvores, além de saltar obstáculos e recuperar a posição quando eram virados de cabeça para baixo.
Mesmo quando partes eram removidas ou danificadas, as metamachines conseguiam continuar em movimento. Em alguns casos, o módulo separado ainda era capaz de retornar até o restante da estrutura para se reconectar. Segundo os pesquisadores, esse tipo de robô aponta para um futuro em que máquinas não serão mais ferramentas rígidas e frágeis, mas sistemas capazes de se adaptar ao ambiente e se reorganizar diante de imprevistos. Se você gosta de acompanhar avanços curiosos como esse, vale continuar explorando o TecMundo.