Que fim levou o Windows Media Player, popular tocador de músicas e vídeos?

O Windows Media Player foi o primeiro programa reprodutor de mídia do Windows. O aplicativo passou por inúmeras revisões desde a estreia na década de 1990 e se tornou um dos softwares mais reconhecidos do sistema operacional da Microsoft.

Ao longo dos anos, o programa acompanhou mudanças importantes na forma como os usuários consomem músicas e vídeos, evoluindo de um simples reprodutor multimídia para um aplicativo com diversas funções adicionais.

Contudo, ao longo do tempo, o aplicativo perdeu a importância no cotidiano no público, sendo substituído por alternativas mais modernas e nativas da era do streaming. Nesse meio tempo, o que será que aconteceu com o Media Player? O TecMundo ajuda você a lembrar.

O que é o Windows Media Player?

O Windows Media Player (WMP) é um programa reprodutor de mídia desenvolvido pela Microsoft. Durante várias gerações do sistema operacional, o aplicativo foi um dos componentes nativos do Windows e se tornou um dos aplicativos mais icônicos do sistema operacional.

O software foi lançado originalmente em 1991 no Windows 3.0 com Multimedia Extensions (“Extensões multimídia”). Na época, o aplicativo era conhecido apenas como “Media Player”.

Desde o início, a proposta do programa era servir como um reprodutor multimídia para o sistema. Com o passar do tempo, o aplicativo recebeu novas funções, incluindo a capacidade de extrair e gravar arquivos em CDs, sincronizar playlists com dispositivos portáteis e oferecer mais opções de organização de bibliotecas de mídia.

Quando o Media Player virou o Windows Media Player?

O Media Player passou a se chamar Windows Media Player no Windows XP, quando chegou à versão 5.1. A partir desse momento, as atualizações principais do aplicativo passaram a ocorrer de forma mais independente, sem depender diretamente de grandes atualizações do sistema operacional.

Na versão 7, o Windows Media Player recebeu uma atualização significativa, incluindo um novo visual, visualizadores e diversas funcionalidades adicionais.

Recursos marcantes do Windows Media Player

O Windows Media Player está presente na memória de quem usou computadores Windows para ouvir músicas ou assistir a vídeos nos anos 2000. O aplicativo era bastante conhecido pela sua interface, pelas inúmeras visualizações dinâmicas e pelas opções de personalização.

Um dos recursos mais importantes do reprodutor era a capacidade de “queimar” CDs e DVDs – isto é, salvar conteúdo na mídia óptica. Além disso, uma das funções também permitia criar cópias compactas de arquivos de música, importantíssimo para economizar espaço no armazenamento limitado de portáteis dos anos 2000.

Algumas amostras de músicas disponíveis por padrão no aplicativo também marcaram o período. Três exemplos são Ninja Tuna – Mr. Scruff, Bob Acri – Bob Acri e Fine Music, Vol. 1 – Richard Stoltzman.

Ecossistema de apps multimídia da Microsoft

Ao longo dos anos, a Microsoft lançou diferentes aplicativos voltados à reprodução multimídia além do Media Player. Em muitos casos, esses programas adicionais eram necessários para oferecer suporte a formatos que o aplicativo original não conseguia reproduzir.

O Groove Music foi o reprodutor de mídia padrão do Windows 10. (Fonte: Microsoft/Divulgação)

Em alguns momentos, o Windows chegou a contar com múltiplas versões do software instaladas ao mesmo tempo. O Windows Me e o Windows XP, por exemplo, chegaram a ter três versões diferentes do Windows Media Player coexistindo no sistema.

Outro movimento marcante ocorreu no Windows 8, quando a Microsoft apresentou os aplicativos Xbox Video e Xbox Music. Esses programas coexistiam com o Windows Media Player 12, versão lançada junto ao Windows 7 em 2009.

No Windows 10, os aplicativos com a marca Xbox foram substituídos pelo Groove Music. A proposta era semelhante à do Media Player original: oferecer reprodução multimídia em um único programa, seja por streaming ou a partir de arquivos locais.

O Windows Media Player ainda existe?

Apesar das tentativas da Microsoft de consolidar o Groove Music, o aplicativo não conseguiu se firmar no mercado de streaming de música. Com isso, a empresa decidiu reviver o Media Player no Windows 11 em janeiro de 2022.

Nesta nova edição, o aplicativo passou a ser distribuído pela Microsoft Store e foi desenvolvido com o Windows App SDK, conjunto de bibliotecas e ferramentas da Microsoft.

Essa edição é considerada um sucessor direto do Groove Music, e não do Media Player original. Para evitar confusão, as versões antigas passaram a ser chamadas popularmente de Windows Media Player Legacy.

Assim como o aplicativo original, o Windows Media Player lançado em 2022 é focado na reprodução multimídia de conteúdo local, sem integração direta com plataformas online.

Mudanças na indústria da música

O Windows Media Player ainda é uma marca importante dentro do ecossistema da Microsoft. No entanto, a indústria musical passou por mudanças profundas ao longo das últimas décadas e o app não é mais tão presente no cotidiano da maioria dos usuários.

Os nomes Spotify, Apple Music e YouTube Music são muito mais presentes atualmente na indústria musical. (Fonte: Getty Images)

O streaming se tornou um dos principais canais de distribuição de conteúdo, reduzindo o protagonismo de aplicativos voltados exclusivamente à reprodução de arquivos locais.

Atualmente, o Windows Media Player Legacy ainda pode ser utilizado com o mesmo visual e a experiência da versão 12. Contudo, essa edição é distribuída como um recurso opcional do Windows e precisa ser ativada manualmente nas configurações do sistema.

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