‘Era das Empresas Agênticas’: confira as novidades corporativas de IA anunciadas pelo Google Cloud

O Google Cloud apresentou, na última quarta-feira (22), durante o evento Google Next ’26, um pacote de novidades centrado em agentes de inteligência artificial (IA), que são sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma. A proposta é transformar a IA em algo mais prático no dia a dia das empresas, conectando dados, ferramentas e processos para gerar resultados concretos.

O anúncio marca o que a companhia está chamando de “Era das Empresas Agênticas”. A ideia, aqui, é simples de entender: sair da fase dos chatbots que apenas respondem perguntas e avançar para sistemas que conseguem, de fato, agir. Esses agentes são projetados para interpretar informações, tomar decisões e executar tarefas completas, muitas vezes sem intervenção humana.

E esse movimento não vem do nada. Segundo o próprio Google Cloud, cerca de 75% dos seus clientes já utilizam ferramentas de IA, e, além disso, o volume de uso cresceu rapidamente nos últimos meses, com empresas processando trilhões de tokens. 

Quais são as novidades?

No centro dessa estratégia está o Gemini Enterprise, apresentado como uma espécie de “hub” da nova fase. A plataforma reúne, em um único ambiente, ferramentas para criar, gerenciar e escalar agentes de IA dentro das empresas.

A proposta é permitir que equipes técnicas desenvolvam agentes que atuem diretamente em processos internos, como atendimento, análise de dados ou operações. Outro ponto importante é a flexibilidade: a plataforma dá acesso a mais de 200 modelos de IA, incluindo soluções do próprio Google Cloud e de outras empresas, o que permite escolher a melhor opção para cada tipo de tarefa.

Além do software, o Google também trouxe novidades na infraestrutura: a empresa anunciou a oitava geração das suas TPUs, chips desenvolvidos especificamente para IA. São dois modelos com funções distintas: um voltado para treinamento de modelos e outro focado em gerar respostas rápidas no uso cotidiano.

Segundo a companhia, o ganho de eficiência é grande. Os novos chips prometem até 80% mais desempenho por dólar em relação à geração anterior, ou seja, as empresas conseguem rodar mais aplicações e atender mais usuários sem elevar os custos na mesma proporção, o que é um ponto-chave para ampliar o uso da IA.

Segurança automatizada

Com agentes mais autônomos, a questão da segurança ganha ainda mais peso. Por isso, o Google Cloud apresentou o chamado Agentic Defense, uma solução que utiliza IA para identificar, analisar e responder a ameaças digitais de forma automatizada.

Um exemplo dado pela empresa mostrou que tarefas que antes levavam cerca de 30 minutos para serem analisadas manualmente podem agora ser resolvidas em cerca de um minuto. A ideia é reduzir a sobrecarga das equipes de segurança e acelerar a resposta a incidentes, especialmente em ambientes cada vez mais complexos.

A empresa também reforçou a presença da IA nas ferramentas de produtividade. Entre as novidades está o Workspace Agent, que consegue executar tarefas entre diferentes aplicativos, como Gmail, Documentos e Planilhas, sem que o usuário precise alternar entre eles.

Outros recursos incluem uma caixa de entrada com IA e o Drive Projects, um novo espaço que organiza automaticamente arquivos, e-mails e conteúdos de um projeto.