
28 abr As inspirações reais por trás de Sem Salvação, nova série bombando na Netflix
A nova série Sem Salvação, que vem conquistando os assinantes da Netflix, chama a atenção por contar uma história intensa sobre manipulação, fanatismo religioso e isolamento social. Apesar de ser uma trama fictícia, foi inspirada em relatos reais de ex-membros de seitas britânicas, inclusive algumas que ainda estão na ativa no Reino Unido.
A trama estreou no dia 21 de abril para contar a história de uma jovem mãe que faz parte de uma seita isolada do mundo, e tudo começa quando ela cruza o caminho de um misterioso desconhecido, embarcando em uma jornada extremamente arriscada e repleta de elementos obscuros.
Se você já maratonou a primeira temporada da série de suspense psicológico Sem Salvação, ou está com aquela curiosidade de conferir, é hora de descobrir quais foram as inspirações para a trama. Confira o compilado que o Minha Série preparou!
Sem SalvaçãoSérie da Netflix mistura suspense psicológico, fanatismo religioso e isolamento socialA história foi inspirada em relatos reais de ex-membros de seitas britânicasA protagonista Rosie começa a questionar a rígida seita Fellowship of the DivineCultos reais como Bruderhof e Plymouth Brethren serviram de referência para a tramaO elenco estudou documentários sobre seitas para tornar a série mais realista
História fictícia, mas baseada em acontecimentos reais
Criada pela roteirista Julie Gearey, Sem Salvação acompanha a personagem Rosie (Molly Windsor), uma mulher que começa a questionar a sua vida dentro da seita Fellowship of the Divine. O grupo religioso não permite o uso da tecnologia, controla o comportamento feminino e impõe regras muito extremas aos seus seguidores.
Para criar esse enredo, Gearey entrevistou pessoas que conseguiram escapar de cultos reais no Reino Unido. De acordo com a roteirista, diversos desses ex-membros ainda convivem com traumas psicológicos provocados por todos esses anos de dedicação à seita, vivendo em ambientes fechados e controladores. Logo, a ideia da série era de realmente retratar o que acontece nesses locais, com a abordagem mais humana e realista possível.
A história é fictícia, mas inspirada na realidade
Cultos reais que serviram de inspiração
A seita Fellowship of the Divine é fictícia, mas diversos de seus elementos mostrados na série são semelhantes a cultos reais. Um dos principais exemplos é a comunidade cristã Bruderhof, que incentiva uma vida longe da tecnologia moderna, impondo também regras extremamente rígidas sobre vestimentas e comportamentos.
De acordo com depoimentos de ex-integrantes do grupo, existem constantes casos de humilhação pública e punição severa para os membros que quebravam regras internas. A produção da Netflix também buscou referências na organização Plymouth Brethren Christian Church, acusada de funcionar com uma estrutura patriarcal bastante evidente, além do isolamento social.
Durante a pesquisa, segundo o diretor Jim Loach, um dos pontos mais chocantes foi descobrir que existem cerca de 2 mil cultos ativos no Reino Unido atualmente. Ao contrário do que se sabe popularmente sobre seitas dos Estados Unidos, que acontecem em regiões afastadas, por lá elas existem próximas da sociedade comum, mas sem qualquer interação com ela.
Preparação do elenco
Para que os acontecimentos da série ficassem mais realistas, os atores também precisaram entender como funcionam esses cultos. O ator Asa Butterfield, que interpreta Adam em Sem Salvação, revelou que assistiu a diversos documentários sobre seitas para criar seu personagem.
Asa Butterfield em Sem Salvação
Ele conta que explorou a série documental Rezar e Obedecer, que aborda os crimes e abusos ligados à Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Para Butterfield, o objetivo era entender como o controle psicológico é capaz de modificar completamente o comportamento dos integrantes dessas comunidades, principalmente aqueles que nasceram dentro desse sistema e nunca conheceram a realidade externa.
A série Sem Salvação está disponível na Netflix.