Samsung ultrapassa valor de mercado de US$ 1 trilhão pela primeira vez

A Samsung ultrapassou o marco de US$ 1 trilhão (cerca de R$ 4,9 trilhões na cotação atual) em valor de mercado nesta quarta-feira (6), após as ações da empresa subirem mais de 12% na abertura do pregão. Com o aumento no preço de memórias e chips NAND, a gigante asiática tornou-se uma das empresas mais importantes do mundo desde o fim de 2025.

Com a nova capitalização, a Samsung se torna a segunda empresa asiática a conseguir esse feito, posto antes exclusivo de outra gigante de chips, a TSMC. Focadas em diferentes aspectos da fabricação de semicondutores, ambas as empresas se tornaram uma força para o desenvolvimento de eletrônicos ao redor do globo.

Para ter dimensão do momento da Samsung, o primeiro trimestre deste ano rendeu um lucro operacional de 53,7 trilhões de wons (R$ 180 bilhões). Esse valor representa um salto de 48x em relação ao mesmo período de 2025. A receita geral subiu para 133 trilhões de wons (R$ 450 bilhões), ou seja, superior a todo o valor do ano passado.

Mesmo com alto valor, a Samsung ainda continua bem distante da Apple (Imagem: Robert Way/Getty Images)

Apesar do salto exponencial, a dona dos Galaxy ainda não entrou no top 10 das empresas mais bem avaliadas do mundo. Na 11ª colocação, companhias como Tesla (US$ 1,4 trilhão) e Meta (US$ 1,5 trilhão) estão à frente. A Nvidia permanece no topo com seus US$ 4,9 trilhões, mas o Google diminuiu a distância e já está em US$ 4,7 trilhões.

IA alavancou receita de fabricantes

O motivo para toda essa capitalização da Samsung não causa nenhum espanto e tem total relação com o novo foco da empresa em atender ao mercado profissional. A empresa se tornou uma das principais fabricantes de memórias HBM para data centers de inteligência artificial.

Nesta nova corrida tecnológica, companhias especializadas nesses componentes começaram a enriquecer rapidamente. Marcas como a Micron, que inclusive abandonou o mercado doméstico, e a SKY Hynix, agora possuem valor de mercado na casa dos US$ 700 bilhões – algo impensável no início da década.

Embora essas empresas estejam com receitas altas, o mercado consumidor de eletrônicos paga o preço. Com o foco das companhias em abastecer os data centers, estoques de memórias e armazenamento reduziram. Dessa forma, o preço dessas peças inflacionou e causou aumentos absurdos nas lojas.

Uma análise da agência TrendForce indica que somente entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, o preço das memórias subiu quase 100%. Isso também fez com que alguns segmentos, como o de smartphones, tivessem uma redução no número de remessas enviadas globalmente.

É bem provável que a Samsung mantenha os altos valores nos próximos meses e não seria absurdo imaginar em alcançar os US$ 2 trilhões de capitalização ainda neste ano. Empresas como Micron e SK Hynix também devem seguir essa tendência e ultrapassar o valor de mercado de US$ 1 trilhão.

Em meio à crise de chips, a própria Samsung precisou aumentar o preço dos seus celulares no Brasil, e os reajustes chegam até 18%. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.