
11 maio Japão cria drones de guerra feitos de papelão que voam a mais de 100 km/h
Drones de combate feitos de papelão são a nova aposta do Japão para os conflitos da guerra moderna. Muito mais baratos do que os modelos convencionais utilizados por países como Estados Unidos, Irã, Rússia e Ucrânia, essas opções diferenciadas podem voar a mais de 100 km/h.
Desenvolvida pela empresa AirKamuy, a aeronave traz o mesmo tipo de material presente nas caixas de encomendas enviadas por lojas online, reforçado com revestimento resistente à água. Detalhes do equipamento foram revelados recentemente pelo ministro da Defesa do Japão, Shinjirō Koizumi, no X (Twitter).
Alta capacidade de produção em massa
Batizado de AirKamuy 150, o drone de papelão é um modelo de asa fixa equipado com sistema de propulsão elétrica capaz de voar por até 80 minutos, alcançando mais de 100 km/h de velocidade máxima. Ele transporta cargas úteis de até 1,4 kg.
O uso do papelão ondulado oferece uma série de vantagens, como a possibilidade de produção em massa em uma linha de montagem;Além disso, qualquer mecânico com acesso a máquinas de corte de papelão consegue produzi-lo, dispensando a necessidade de equipamentos de empresas aeroespaciais;Pré-fabricados, eles são enviados dobrados e podem ser montados em no máximo 10 minutos cada unidade;Como o papelão possui menor refletividade ao radar, é mais difícil de ser rastreado que os drones convencionais, um diferencial interessante em situações de conflito.
今日は段ボール製ドローンで有名なエアカムイの皆さんと意見交換をさせて頂きました。海上自衛隊では既に標的として活用しています。ドローンをはじめとする無人アセットを世界で最も駆使する自衛隊を目指す上で、防衛分野に意欲あるスタートアップの皆さんと連携強化は不可欠です。今日は非常に濃密な… pic.twitter.com/OJwVOpFiBT
— 小泉進次郎 (@shinjirokoiz) April 27, 2026
De acordo com o site Tom’s Hardware, cada unidade do AirKamuy 150 custa de US$ 2 mil a US$ 2,5 mil, ou de R$ 9,8 mil a R$ 12,2 mil pela cotação do dia. Aeronaves não tripuladas militares de baixo custo, como o popular drone Shahed, têm custo estimado entre US$ 20 mil e US$ 50 mil (de R$ 98,1 mil a R$ 245 mil).
A novidade pode ser usada de diferentes maneiras, funcionando como alvo aéreo ou para forçar a ativação de radares inimigos, por exemplo. Ela também serve como proteção para modelos mais valiosos e ajuda a sobrecarregar sistemas de defesa aérea se usada em enxames.
Segundo Koizumi, a Força Marítima de Autodefesa do Japão já utiliza o drone de papelão como alvo. O ministro, no entanto, não especificou se o AirKamuy 150 faz parte de treinamentos militares ou funciona como isca em missões.
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