‘Hoje eu tenho 137 agentes trabalhando comigo e dois humanos’, diz Karnakis sobre IA na sua empresa

A inteligência artificial já é usada para reduzir burocracia, cortar custos e ampliar o acesso a serviços públicos, segundo especialistas que participaram de uma palestra sobre aplicações práticas da tecnologia no Brasil e no exterior, nesta quinta-feira (14), no SPIW.

A abertura foi feita por Francisco Fortes, presidente da Prodan, empresa pública de tecnologia da Prefeitura de São Paulo, que destacou o potencial da IA para melhorar eficiência no setor público e qualificar servidores. “A gente acredita muito na inteligência artificial como alguém que vem para somar e não para substituir”, afirmou.

Durante o painel, foram apresentados casos de automação em serviços governamentais, incluindo projetos ligados ao GovBR e ao Detran, com transferência de veículos feita por áudio via WhatsApp em poucos segundos.

Fonte: Pedro Castro / TecMundo

Outro exemplo foi a aplicação na Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Sul, que reduziu o tempo de atendimento de meses para minutos e o custo de R$128 para cerca de R$0,28. “Não falamos mais de governo digital, mas de governo agêntico”, destacou Frederico Andrade, CEO da Indigo Hive e do Cogfy, plataformas brasileiras de IA generativa voltadas a governos e grandes empresas.

Os palestrantes também discutiram a mudança do modelo de software tradicional para o conceito de “service as a software”. “Em vez de vender software, passamos a entregar o trabalho pronto por meio de agentes”, explicou outro participante.

A transformação também impacta o mercado de trabalho e a gestão de empresas, com estruturas híbridas entre humanos e agentes digitais. “Hoje eu tenho 137 agentes trabalhando comigo e dois humanos”, relatou Alexandre Karnakis, CEO e cofundador da Escala.AI, venture de inteligência artificial que desbloqueia o potencial de escala exponencial e eficaz de organizações e suas lideranças.

O debate terminou com o alerta sobre segurança digital e regulação. Segundo Fortes, a cidade de São Paulo recebe cerca de 85 milhões de tentativas de ataques cibernéticos por mês, reforçando a necessidade de políticas públicas atualizadas para acompanhar a evolução da tecnologia.

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