
03 jun Conheça a tecnologia da Trionda, a bola recarregável da Copa do Mundo 2026
A Copa do Mundo FIFA de 2026 está próxima: entre os dias 11 de junho e 19 de julho, um número inédito de 48 seleções disputam a taça de campeã mundial de futebol. E além do álbum de figurinhas e das promoções de TVs, outra novidade inevitável é a apresentação de uma nova bola.
A bola é chamada de Trionda, por trazer referências aos três países que são sede dos jogos: Estados Unidos, México e Canadá. Fabricada pela Adidas, há décadas a responsável por esse elemento tão importante do torneio, ela já à venda e presente em todos os materiais de divulgação da competição.
Além do design sempre único, o modelo deste ano traz ainda elementos tecnológicos inéditos, que conversam diretamente com outros recursos modernos do esporte — incluindo a curiosa necessidade de, assim como um celular ou computador, precisar de uma tomada disponível depois de passar um certo tempo funcionando.
O design da Trionda
A bola selecionada para a Copa do Mundo de 2026 mistura ondas azuis, vermelhas e verdes. As ilustrações têm elementos visuais que remetem a símbolos de cada uma das nações: a águia, a estrela e a folha de bordo (maple leaf)
Por fora, ela traz uma superfície texturizada “para uma trajetória mais previsível, toque aperfeiçoado e menos absorção de água“, com ícones em relevo visíveis apenas de perto e que aumentam a aderência ao chutar ou driblar mesmo na chuva. Já a estrutura de liga térmica em quatro painéis é sem costuras — o que, segundo a fabricante, garante desempenho e contribui para o design.
Um dos detalhes da Trionda, que não tem costuras visíveis e conta com ilustrações texturizadas. (Imagem: Adidas/Divulgação)
A Adidas afirma que a Trionda passou nos testes de peso, absorção de água, formato e retenção de tamanho da FIFA. Esse tipo de garantia é importante para acalmar as preocupações de atletas e torcedores por incidentes anteriores, como a imprevisível Jabulani da Copa do Mundo de 2010.
Uma bola que precisa de recarga?
O diferencial da Trionda está mesmo por dentro: ela é uma bola conectada, com sensores e que exige recarga para que esses recursos inteligentes funcionem corretamente.
Isso é especialmente necessário pela presença de um chip de sensor de movimento de 500Hz, que fica em uma das laterais da bola. Ele fornece informações sobre cada elemento do movimento da bola, como posicionamento no campo e toques dos atletas.
Essas informações são importantes inclusive para o sistema de árbitro assistente de vídeo (VAR), que deve tomar decisões em tempo real sobre lances como impedimentos, conduta violenta e possíveis pênaltis.
A carga é feita sem fio por meio de indução, em uma estação especial e exclusiva;O procedimento dura por volta de 90 minutos e acontecerá sempre antes das partidas;A autonomia média é de até 6 horas, bem mais dos que as cerca de duas horas exigidas por um jogo completo;Quando não está em jogo, ela entra em uma espécie de ‘modo de hibernação‘, fazendo com que a bateria dure até mesmo vários dias.
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