
03 jun GoPro tem queda em vendas, problemas financeiros e pode até falir
A GoPro atravessa o momento mais delicado da história da companhia e, na pior das hipóteses, pode ser obrigada a declarar falência. O panorama foi traçado pela própria fabricante em um recente relatório enviado a investidores e órgãos reguladores.
De acordo com a carta, a GoPro considera que há “dúvidas substanciais sobre a capacidade da empresa de continuar operando normalmente“. Ainda assim, a empresa alega que não há qualquer plano traçado ou procedimento iniciado para a declaração de falência ou qual seria o prazo estipulado para que isso aconteça.
Entre as alternativas, ela em breve pode “ser obrigada a reduzir significativamente suas atividades, reestruturar-se, cessar as operações ou buscar proteção sob as leis federais de falência“. Isso acontecerá em especial se ela não for capaz de reverter a atual situação financeira, que é considerada crítica e inclui perdas operacionais de US$ 93,5 milhões só em 2025.
Existe solução para a crise da GoPro?
Atualmente, a GoPro acredita que continuará apresentando “prejuízos operacionais e fluxos de caixa operacionais negativos“. São dois os principais motivos para isso: vendas abaixo do esperado nos primeiros meses de 2026 e um aumento inesperado em componentes como chips de memória, consequência da atual crise de componentes.
Como possíveis soluções, a empresa diz que busca “fontes adicionais de financiamento” ou até a venda ou fusão com outra empresa, além de não descartar se desfazer de divisões específicas e fazer parcerias com os setores militar e aeroespacial. Ela está evitando empréstimos, já que não há garantias de que ela será capaz de quitá-los a curto prazo.
A linha Mission 1, mais recente lançamento da marca. (Imagem: Divulgação/GoPro)Em abril, a companhia confirmou a demissão de 23% do quadro de funcionários ao longo de 2026 por “diferentes pressões macroeconômicas”;Na tentativa de alavancar as vendas e reduzir a crise, neste ano ela já revelou a linha GoPro Mission 1 de câmeras de ação com sensor de 50 MP e possibilidade de uso de lentes lentes profissionais. O modelo teve lançamento no Brasil;Além disso, ela apresentou o chip próprio GP3 com recursos de inteligência artificial (IA) e o microfone sem fio compacto Wireless Mic System, buscando novos mercados no setor de criação audiovisual.
A empresa foi fundada em 2002 sob o nome de Woodman Labs por Nick Woodman, um empreendedor apaixonado por surfe que teve a ideia de acoplar uma pequena câmera em uma pulseira de borracha para registrar as atividades radicais. A primeira Go Pro HERO saiu dois anos depois e foi um fenômeno comercial, praticamente criando o atual mercado de action cams.
Quer conhecer a história completa e a evolução da GoPro? Confira a trajetória da marca contada em vídeo pelo TecMundo!