
03 jun Movimento ‘Block no Tigrinho’ faz campanha contra jogo de azar no Brasil
Uma campanha com participação de diversos representantes da classe artística ganhou força nas redes sociais brasileiras durante os últimos dias. É a Block no Tigrinho, uma iniciativa de crítica, conscientização e pressão contra cassinos online e jogos de azar digitais.
Idealizada pelo movimento 342 Artes, a mobilização já reuniu músicos, intérpretes e celebridades de diferentes setores da cultura, mas também conta com apoio da sociedade no compartilhamento das ideais e no fortalecimento da opinião pública.
No vídeo oficial do movimento, aparecem figuras como como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Djavan, Chico Buarque, Marieta Severo, Camila Pitanga, Cláudia Abreu, Mateus Solano e muitos outros.
A campanha tem um site oficial em que você pode se cadastrar para receber mais materiais de divulgação e demonstrar apoio às ideias. Além disso, é possível baixar imagens e vídeos para republicar os conteúdos em suas próprias redes sociais por meio de Stories ou clipes curtos na vertical.
O que o Block no Tigrinho quer das bets
Como aponta o vídeo principal do movimento, o Block no Tigrinho faz alertas à população sobre apostas esportivas, jogos de azar e simuladores de cassino. Esse tipo de ferramenta “promete sorte, diversão, riqueza, mudança de vida“, mas acaba trazendo “dívidas e desespero para milhões de famílias“.
“As bets se transformaram em um problema de saúde pública. Uma epidemia que está devastando famílias, criando vício, sofrimento e dívidas. Essa campanha quer mostrar que a sociedade não aceita mais esse cenário”, diz o texto na página do grupo.
Além de criticar o modelo de funcionamento desses serviços — tanto o próprio Tigrinho e similares quanto os serviços de aposta em geral — e pedir o “fim do bet predatório no Brasil“, o Block no Tigrinho tem algumas demandas específicas, que não envolvem necessariamente o fim do setor no país. Elas incluem:
Endurecer e fiscalizar com maior rigor as regras de publicidade sobre esse tipo de prática, para que ela não seja tratada como “qualquer outro produto”;Fazer pressão sobre influenciadores digitais, celebridades e criadores de conteúdo que promovem essas plataformas em troca de grandes quantias de dinheiro;Conscientizar a sociedade sobre os riscos e as falsas promessas dessas plataformas, em especial em relação a famílias endividadas e o desenvolvimento de transtornos associados às apostas.
Em relação à luta pela regulação ou proibição publicitária, um projeto de lei está em trâmite no Legislativo brasileiro, mas ainda precisa passar por aprovação de uma comissão especializada antes de uma votação na Câmara e no Senado. Os conteúdos produzidos por influenciadores digitais, inclusive com contas falsas que simulam ganhos, também são alvo de denúncias por parte da campanha.
Como identificar bets ilegais no Brasil e por que é importante fazer essa diferenciação? Entenda nesta matéria do TecMundo!