Pastores são acusados de fraude de cartão de crédito contra Mercado Livre

Um grupo de pessoas que inclui três pastores foi acusado de transações fraudulentas usando uma popular plataforma financeira que atua no Brasil. O caso é investigado pela 3ª Delegacia da Divisão de Investigações sobre Crimes Cibernéticos (DICCIBER).

A operação da Polícia Civil de São Paulo para desmantelar as operações foi deflagrada nesta terça-feira (9) e envolveu mandados contra oito investigados na capital e nas cidades de Guarulhos e São Caetano do Sul.

A Justiça autorizou a prisão dos integrantes, além do cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão — que incluem a detenção de dois pastores de uma igreja da Zona Leste, suspeitos de serem os líderes do grupo. A dupla, porém, estaria fora do país e não foi localizada até o momento, enquanto um terceiro pastor não teve a identidade divulgada pela polícia.

Como funcionava o golpe

De acordo com o DICCIBER, o grupo lucrava com uma operação que gerava um pagamento irregular de empresas de e-commerce. Ele causou prejuízos de ao menos R$ 263 mil contra o Mercado Pago, que é a plataforma de serviços financeiros do grupo Mercado Livre.

Grupo atuou contra o serviço financeiro do Mercado Livre, o Mercado Pago. (Imagem: Shutterstock/Reprodução)Durante dezembro de 2024, os suspeitos utilizaram estornos indevidos para obter valores inexistentes, que eram compensados pelo próprio Mercado Livre após transações que eram feitas entre membros da quadrilha;O golpe começava com a criação de links de pagamento do Mercado Pago, enviados pelos supostos líderes da organização para outras pessoas próximas que atuavam como cúmplice;Imediatamente após o pagamento, os valores eram transferidos para outras contas, retornando ao caixa do grupo. Em seguida, os falsos compradores contestavam as transações via contato com as operadoras de cartão de crédito, conseguindo o estorno dos valores de forma irregular;Dessa forma, o Mercado Pago arcava com a estorno sem que o valor de fato fosse devolvido. Ao todo, foram realizadas 27 transações a partir desse método.

Os suspeitos foram acusados de estelionato e associação criminosa e, ao todo, cinco prisões foram realizadas. As investigações ainda estão em andamento e podem levar à identificação de mais participantes.

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