
12 jun Usuários não vão conseguir ‘namorar’ com a nova Siri AI, segundo a Apple
O lançamento da Siri com inteligência artificial (IA) empolgou nos últimos dias, mas você não vai poder usá-la como uma namorada virtual. Em entrevista ao canal Mostly Human no YouTube, os líderes de engenharia e marketing da Apple afirmaram que a Siri AI não foi projetada para ser uma companheira pessoal dos usuários.
Ao serem questionados sobre se a Siri AI poderia ser utilizada como uma namorada ou namorodo dos usuários, a resposta foi enfática: não. O engenheiro de softwares chefe da gigante, Craig Federighi, explicou que a ideia da assistente é auxiliar os usuários e não servir como um tipo de companhia, similar ao que outros chatbots fazem.
Na visão do engenheiro, esse tipo de funcionalidade já é encontrado nos softwares de outras empresas, que ficam “bajulando” os usuários. Para ele, algumas tecnologias das demais marcas podem tentar encorajar as pessoas a revelar coisas sobre elas para estabelecer uma conexão, mas isso não acontece com a Siri.
“Nós vemos isso de forma bem diferente. Quer dizer, do jeito que projetamos a Siri, ela realmente quer dizer: ‘Escute, não é para isso que estou aqui, certo? Estou aqui para te ajudar. Posso te ajudar a realizar coisas. Posso te ajudar a aprender sobre o mundo.’ Mas se você tentar envolver a Siri como uma parceira romântica, ela não está nem aí. A Siri definitivamente não quer isso”, explica Craig Federighi.
Apple não quis fazer “IA pela IA”
Segundo os executivos da companhia de Cupertino, eles não pensaram em desenvolver a Siri somente para ter uma nova tecnologia de IA. O chefe de marketing da empresa, Greg Joswiak, indica que o objetivo sempre foi de integrar esses recursos de inteligência artificial com as funcionalidades do iPhone para criar uma espécie de senso de unidade.
“Gostamos quando a tecnologia desaparece, não é? Você simplesmente se concentra no que quer fazer ou no conteúdo. E é a mesma coisa com a IA. […] Não fazemos IA pela IA em si. ‘Ei, olhem para nós, estamos trabalhando com IA.’ A questão é: como a IA melhora tudo? E isso torna nossos produtos melhores, nossos recursos melhores”, salienta Joswiak.
Uma parte interessante da entrevista do executivo é o fato dele citar que não quer os usuários da nova Siri AI se tornem “especialistas de prompts para IAs”. Com a adoção de mais chatbots, esses softwares muitas vezes necessitam de comandos mais elaborados para responderem às solicitações dos usuários.
Pelo o que Joswiak dá a entender, o grande objetivo da Maçã é que a Siri flua no sistema operacional da empresa sem que os utilizadores precisem fazer tanto esforço. Isso é um tanto quanto diferente do Gemini, que integra o ecossistema Android, por exemplo — embora a Apple use a infraestrutura do Google.
Por trás da nova Siri e as funcionalidades do Apple Intelligence está a 3ª geração dos Apple Foundation Modelos, que ficou mais complexa e envolve diferentes modelos. TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.