
19 jun Guerreiras do K-POP é o maior sucesso da Netflix?
Lançado no dia 20 de junho de 2025, Guerreiras do K-POP começou como uma animação desconhecida, mas que não demorou a se transformar em um fenômeno global. Conforme a própria Netflix divulgou esta semana, o filme acaba de completar o feito raro de passar 52 semanas seguidas em seu Top 10 global — e não há sinais de que o longa vá sair dele em breve.
Para efeitos de comparação, a produção original detentora do recorde anterior era a série Extraordinary Attorney Woo, que apareceu no ranking por 20 semanas seguidas após seu lançamento em 2022. Com seus números, a animação dedicada ao público jovem já é a mais assistida da história do streaming e está no rumo para virar a franquia mais valiosa de toda a sua história.
Como Guerreiras do K-POP virou o maior sucesso da Netflix?
Em uma entrevista à Variety, Maggie Kang, que criou os conceitos de Guerreiras do K-POP e codirigiu o filme com Chris Appelhans, afirma que nunca esperou que a história alcançasse tanto sucesso. Segundo ela, sua intenção era criar um filme que pudesse se conectar com as pessoas — objetivo atingido com sucesso e que deu início a uma grande comunidade global.
“É evidente que o filme foi para além das telas. Ele agora pertence aos fãs que se viram nas caçadoras de demônios, e essa conexão é nossa maior recompensa”, explicou Kang;Segundo a chefe de marketing da Netflix, Marian Lee, o sucesso de Guerreiras do K-POP também é resultado de uma estratégia de divulgação inteligente e ágil;Ela afirma que as equipes do streaming estão atentas aos pedidos da comunidade, ao mesmo tempo que precisam filtrar alguns dos feedbacks que recebem;O trabalho também envolve encontrar as parcerias certas para Guerreiras do K-POP, garantindo que suas personagens vão ser representas de forma justa e coerente;Desde que o filme explodiu em popularidade, ele já garantiu parcerias com Fortnite, apareceu em caixas de cereais e até mesmo em uma linha de maquiagens e em embalagens de macarrão instantâneo.Guerreiras do K-POP foi um sucesso inesperado por sua criadora. Imagem: Divulgação/Netflix
Lee explicou à Variety que, embora agora quase toda marca queira trabalhar com o filme, a história já foi muito diferente. Antes de sua estreia, o longa foi praticamente ignorado durante eventos como a Licensing Expo em Las Vegas e o Brand Licesing em Londres. “Ninguém queria fazer uma parceria conosco na época”, afirmou.
Assim, coube à própria Netflix desenvolver itens promocionais como camisetas, moletons e outros produtos com as imagens das protagonistas, que foram vendidos em sua loja oficial. Assim que o longa se provou um sucesso, todos eles esgotaram rapidamente e a empresa começou a receber pedidos de parcerias de empresas como a Hasbro, que perceberam que perderam uma oportunidade de ouro.
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Guerreiras do K-POP continua forte e se expandindo para vários nichos
Ao mesmo tempo que Guerreiras do K-POP continua muito popular na Netflix, o streaming tem aproveitado para lançar novas iniciativas e parceiras ligadas ao filme. Além de já planejar um concerto ao vivo oficial, a empresa anunciou esta semana uma nova Casa Imersiva, na qual fãs norte-americanos vão poder entrar no mundo da história.
O filme vai continuar a inspirar diversos produtos licenciados. Imagem: Divulgação/Netflix
O streaming também está produzindo uma sequência e acaba de anunciar uma colaboração com a marca Vans para uma nova coleção inspirada na música Golden — que venceu o Oscar da categoria em 2026. O projeto também abriu várias oportunidades para seu elenco, incluindo a possibilidade de gravar álbuns musicais e participar de outros longas e animações.
EJAE, que interpretou Rumi, inclusive teve a chance de se apresentar ao mundo durante a cerimônia de abertura da Copa do Mundo 2026. “Daqui há 10 anos, quando olharmos para trás, os cineastas criaram algo tão especial que ressoou com os fãs, e todos têm uma participação em como isso ganhou vida”, explicou Lee, da Netflix.
A Vans preparou uma colaboração inspirada pela música Golden. Imagem: Divulgação/Netflix
Tudo isso a partir de um projeto que quase não aconteceu e que exigiu muita determinação da codiretora Maggie Kang. A própria Sony Pictures, que produziu a animação, decidiu vendê-la pelo streaming por acreditar que ela teria um apelo de nicho — e o executivo responsável pela decisão até hoje deve se arrepender pelo menos um pouco disso.
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