
29 jun Samsung, SK Hynix e Micron processadas por supostamente inflacionar preços de memórias
Uma ação coletiva protocolada nos Estados Unidos acusa as três maiores fabricantes de memória RAM de cooperarem pela manutenção da crise de chips. Os autores do processo — consumidores individuais e empresas — alegam que a Samsung, a SK Hynix e a Micron reduziram a oferta de componentes artificialmente para manter os preços altos.
A ação judicial 3:26-cv-06345 acusa o trio de orquestrar a crise simplesmente reduzindo o fornecimento de memórias no mercado. O processo argumenta que só essas três companhias detêm controle sobre a indústria e não há concorrentes capazes de romper essa hegemonia.

“As empresas que formam o oligopólio de DRAM reduziram simultaneamente a produção, coordenam uma mudança de foco para a HBM e a saída da DDR3 e DDR4 e, de outras formas, reduziram e restringiram a oferta de DRAM convencional, enquanto os preços disparavam com uma escala e rapidez impressionantes”, diz o texto.
O setor de hardware vive um severo desequilíbrio entre oferta e demanda há meses, impulsionado principalmente pela demanda elevada de componentes vinda de data centers. Um dos itens mais escassos é a memória RAM, cujos preços teriam aumentado em quase 100% no segundo trimestre de 2026.
Ao mesmo tempo, empresas como Samsung registraram lucro recorde no mesmo período. Nos primeiros três meses do ano, a fabricante alcançou R$ 495,4 bilhões em receita. Em contrapartida, a sul-coreana estaria buscando formas de aumentar a produção de componentes.
A baixa disponibilidade de componentes gerou um efeito cascata e uma sensação de escassez generalizada em tecnologia. Notebooks, tablets, celulares e até consoles ficaram mais caros — até a Apple revisou o próprio catálogo.
Condenação já aconteceu no passado
Em 2005, a Samsung Electronics foi condenada pelo Departamento de Justiça dos EUA (DOJ) ao pagamento de US$ 300 milhões em multas criminais pela prática de fixação de preços de memórias DRAM.
O cenário atual é diferente, porém. O mercado de inteligência artificial (IA) realmente está aquecido e sem sinais de desaceleração. Os principais nomes do segmento, como a OpenAI e a Anthropic, parecem interessados em se apropriar de poder computacional onde é possível, já que a demanda por seus serviços cresce e os modelos generativos se tornam mais custosos.
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