
04 ago Você deixaria a IA comprar sozinha? IAs agênticas são a nova fase da tecnologia
Após a massificação das inteligências artificiais generativas, que nos ajudam a fazer pesquisas, solucionar problemas em casa e até pensar em soluções, o mundo está entrando na era da IA agêntica. De acordo com especialistas, essa nova faceta inaugura uma fase dessa tecnologia.
“Na pandemia, as empresas tiveram um boom de tecnologia porque tiveram que ampliar a infraestrutura porque as pessoas estavam trabalhando de casa. Depois tivemos um novo boom que foi a popularização da LLM e qualquer pessoa usando. Agora temos as Ias que executam as tarefas”, destacou Karine Mansour, fundadora da Mansour Consultoria. A fala foi feita durante o painel “Agentes de IA: o futuro da inovação é executar, não apenas conversar”, que foi realizado nesta terça-feira (4), no Rio Innovation Week.
Especializada no mercado de telecomunicações, Karine comentou que as IAS agênticas facilitam a nossa vida porque conseguem operar as necessidades que já temos. Ela argumentou que essas plataformas conseguem simplificar atividades básicas e confessou ter ficado “viciada” na tecnologia.
Marcella Calfi, gerente de Marketing da Zoop, fintech as a service do iFood, revelou que atualmente o iFood tem mais de 14 mil agentes, número maior que os cerca de 8 mil funcionários da companhia.
Ela exemplificou que no trabalho, as IAs agênticas podem ser usadas para realizar atividades repetitivas como geração de relatórios. “Ela [IA agêntica] é como se tivesse um exército de pessoas trabalhando”, brincou.

Você deixaria a IA comprar por você?
O preâmbulo de toda a explicação da IA agêntica foi feito para debater um ponto bastante importante: você deixaria uma IA realizar uma compra por você?
O painelista que comandou o papo, José Henrique Mota, fundador da Leadhunter, uma plataforma de prospecção B2B com IA via LinkedIn, contou uma experiência pessoal que foi pedir iFood pelo WhatsApp. A interação foi feita via conversacional, o que dispensou a necessidade de interagir com a interface do app de delivery. Só que apesar da disrupção, ele confessou que nem todo mundo está preparado para essa experiência.
Calfi explicou sobre o pagamento agêntico, que são Ias que podem fazer todo esse processo de seleção e compra de produtos. “Na última etapa dessa revolução, a IA vai identificar o período em que estamos, ou seja, no início do ano ela vai lembrar que seus filhos precisam de materiais escolares. Depois ela vai saber qual o orçamento que você tem, vai realizar a compra e os produtos vão chegar na sua casa”, contou.
A gerente de marketing confessou que a desconfiança das pessoas ao ouvir sobre esse tipo de ferramenta é natural, mas defendeu que parte do papel dos especialistas é desmistificar tudo isso. Ela salientou, por exemplo, sobre a importância de comentar sobre privacidade.
“As empresas e o público precisam refletir sobre quais os dados que estão sendo implementados e compartilhados com as LLMs [modelos de linguagem natural das IAS]”, alertou Mansour.
O Rio Innovation Week começou nesta terça-feira no Píer Mauá, no Centro do Rio de Janeiro (RJ). A edição 2026 terá mais de 3 mil palestrantes que falarão sobre assuntos que tangenciam o tema central do evento: “Simbiose: o futuro não acontece isolado”. O evento será realizado até a próxima sexta-feira (7) e o TecMundo estará presente cobrindo os principais painéis sobre tecnologia, inovação e IA.