OpenAI lança GPT-5.6-Cyber para hackers éticos

A OpenAI anunciou na segunda-feira (10) o GPT-5.6-Cyber, novo modelo de inteligência artificial generativa destinado às tarefas de cibersegurança como pesquisas de vulnerabilidades, testes de invasão e resposta a incidentes. Por causa dessas características, a novidade será liberada apenas para empresas que atuam na área.

Disponível por meio do Daybreak Red, nova categoria do programa exclusiva para organizações autorizadas a realizar experimentos de segurança cibernética, o sistema possui salvaguardas reduzidas em comparação com o GPT-5.6 Sol, lançado em julho. Com isso, também pode ser utilizado para tarefas reais envolvendo ações legítimas de defesa.

Capacidades cibernéticas avançadas

Para demonstrar os avanços em relação ao GPT-5.5-Cyber, a OpenAI desenvolveu uma avaliação interna denominada “Taxa de Conclusão de Segurança Cibernética Avançada”. Ela mede a frequência com que os modelos respondem a solicitações para gerar cadeias de exploração, escalação de privilégios e outras tarefas de alto risco.

  • Segundo a startup, o GPT-5.6-Cyber completou 95% dessas solicitações nos testes internos, pelo acesso Daybreak Red;
  • Trata-se de uma diferença significativa para a geração anterior, que concluiu tais atividades em 57,3% dos casos;
  • A eficiência é ainda maior se comparado ao GPT-5.6 Sol, que atendeu apenas 1,5% das solicitações relacionadas à cibersegurança;
  • Como explicou a desenvolvedora, o resultado confirma o aumento da capacidade técnica da tecnologia e, também, a redução deliberada das barreiras de segurança para usuários autorizados.
grafico-da-openai-sobre-novo-modelo-de-ia
Melhorias apresentadas pelo GPT-5.6-Cyber na conclusão das solicitações. (Imagem: OpenAI/Divulgação)

Tarefas como desenvolvimento de cadeias de exploração e pesquisas avançadas apresentaram os melhores resultados. Mas o sistema registrou bons números, ainda, na detecção e calibração de novas vulnerabilidades de dia zero, por conta do treinamento especializado.

A empresa ressaltou que os modelos com salvaguardas reduzidas apresentam riscos maiores, seja por uso indevido ou desalinhamento. “Apesar desses riscos, acreditamos que democratizar o acesso à inteligência de ponta para os defensores é crucial para acelerar e automatizar a defesa cibernética”, afirmou, em comunicado.

Atuação em casos reais

Fornecido a um grupo seleto de parceiros, o novo modelo da OpenAI para cibersegurança ajudou na descoberta de várias vulnerabilidades, como uma de alta gravidade no JavaScript V8, utilizado pelo Chrome. A tecnologia também identificou outros problemas.

Entre os destaques, o GPT-5.6-Cyber encontrou pelo menos cinco falhas de segurança em um sistema operacional móvel não revelado e três brechas em um banco de dados popular. Mais de 400 vulnerabilidades que podem levar à escalada de privilégios em um software móvel também fazem parte da lista.

Na semana passada, vazaram novas informações sobre o dispositivo que a OpenAI deve anunciar ainda em 2026. Confira os detalhes nesta matéria.