Resonance: A Plague Tale Legacy traz mudanças divertidas ao gameplay e frescor à franquia

A franquia Plague Tale conquistou inúmeros fãs com os dois jogos que contavam a história dos irmãos Amicia e Hugo, mas o gameplay focado em furtividade não era tão agradável para todos que queriam conhecer mais sobre os títulos. É aí que a prequela Resonance: A Plague Tale Legacy entra em cena, já além de ter um gameplay bem diferenciado ao que estamos acostumados na série, também conta uma trama anterior aos eventos dos outros games, ou seja, é o ponto de entrada perfeito para quem ainda não experimentou nada relacionado à franquia.

O game chega ao PC, PS5 e Xbox Series nesse finalzinho de agosto, mas nós tivemos a oportunidade de conferí-lo na íntegra com antecedência. Você pode conferir nossas principais impressões sobre Resonance: A Plague Tale Legacy logo a seguir!

Um ponto de partida perfeito

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Conforme já mencionamos, os eventos de Resonance se passam 15 anos antes dos outros jogos, então você não precisa ter jogado nada para entender sua história, mas há algumas referências à personagens e situações que podem ser mais claras se já tiver. Desta vez, seguimos a história de Sophia, a pirata que Amicia e Hugo conhecem em Plague Tale: Requiem. Desde criança, ela sempre teve visões de uma ilha na qual havia um grande palácio, cavaleiros, tesouros, mistérios e um monstro aterrorizante. Sua comunidade viveu por anos em busca de uma chave que os ajudaria a abrir as portas desse palácio para encontrar o tesouro escondido. Infelizmente, as coisas saem do controle e totalmente fora do esperado.

É aí que Sophia e Leni, sua companheira, partem sozinhas para a tal ilha, não simplesmente para encontrar riquezas, mas também para entender as visões e tudo o que aconteceu ao longo da vida de nossa protagonista. A maior parte da nossa aventura acontece por lá, com um gameplay extremamente parecido com jogos como Uncharted. Nós temos exatamente aquele ciclo de explorar ruínas antigas, anotar pistas no caderno, resolver puzzles elaborados, lutar contra inimigos e progredir na ilha, onde algo mais “sobrenatural” e nesse caso, envolvido com a Prima Macula, pode nos aguardar.

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Acredito que esse estilo de jogo vai agradar mais as pessoas que não gostavam tanto da furtividade dos outros dois títulos, mas não sei prever o que os fãs antigos vão achar da mudança. Eu achei bem agradável e algo que faz bastante sentido tendo em vista que Sophia é uma personagens com habilidades de combate muito mais desenvolvidas, então não faria sentido só repetir o gameplay que tínhamos com Amicia ou Hugo. 

Uma jornada dupla

O legal é que essa alteração no gameplay não é a única novidade, já que também temos um tipo de linha do tempo dupla. Enquanto esplora as ruínas, Sophia continua a ter suas visões sobre o local, mas que agora são muito mais intensas e vívidas, nos colocando diretamente no lugar de Teseu, um cavaleiro que viveu há milhares de anos na ilha. O que acontece nessas visões está interligado diretamente na nossa trajetória e pode nos ajudar a ter pistas de puzzles, a aprender novas habilidades de combate e até mesmo a entender a história do local e o motivo de estarmos ali.

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Embora tenha alguns momentos mais clichês, eu realmente gostei dessa narrativa e dos personagens apresentados ao longo do game. Acho que o jogo soube aproveitar bem os principais relacionamentos de Sophia, dando um peso maior aos acontecimentos da história e seu crescimento como protagonista. Já a narrativa secundária do passado deixou mais a desejar em alguns pontos, mas serviu seu propósito no geral. O que definitivamente tornou tudo ainda mais emocionante foi a trilha sonora, que está belíssima e que realmente transformou muitos momentos do game. 

Ainda vale mencionar que o jogo está com um visual está muito caprichado e que o jogo possui uma direção de arte muito bonita, com cenários bem diversificados apesar da maior parte da jornada se passar em uma única ilha. Felizmente, também e que não tive problemas de performance na versão de PC. Durante o game, só encontrei alguns bugs inofensivos que devem ser resolvidos no patch do dia de lançamento, mas vale ficar de olho para outros relatos. Outra notícia boa é que o texto de Resonance está totalmente localizado em nosso idioma, embora o aúdio não esteja.

Além da furtividade

Com Sophia ao nosso lado, só haverá alguns momentos em que é necessário ser furtivo. Na maioria das vezes, o que você precisa fazer é partir direto para uma porrada sincera. Há uma certa variedade nos inimigos, mas eles ainda se repetem bastante, algo que pode ficar mais chatinho do meio para o fim do game. Felizmente, Resonance costuma colocar diferentes tipos de NPCs para lutar conosco ao mesmo tempo, nos forçando a adotar estratégia diferentes durante a luta, mas nada que seja muito difícil. Nós podemos golpear com nossa espada, esquivar, aparar ataques, chutar e bloquear.

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Como os inimigos podem fazer o mesmo, precisamos quebrar a postura deles para realmente dar dano. Isso pode ser feito de maneiras diferentes dependendo de quem estamos enfrentando, já que seus padrões de ataque e defesa também podem variar. Ainda é possível usar um gancho e objetos do chão para conseguir uma vantagem, o que deixa as lutas mais dinâmicas. Essas nossas habilidades também podem ser aprimoradas e levemente modificadas com pontos de ressonância, que encontramos em todo lugar no cenário ao nosso redor. 

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Além dessas lutas, haverá momentos em que precisaremos fugir de um ser que habita a ilha, sobre o qual não vou revelar muito para evitar spoilers. Basta saber que essas parte de gameplay podem envolver um tipo de fuga mais desesperada ou mais furtiva, dependendo totalmente da situação. Isso e outros elementos que envolvem diretamente esse ser trazem mais variedade, algo muito bem vindo na reta final.

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Ainda assim, a parte que mais gostei envolvendo o gameplay foi a exploração da ilha, a busca por colecionáveis (que são muitos) e a resolução dos inúmeros puzzles que encontramos em nosso caminho. Não há nada super difícil, mas são quebra-cabeças interessantes e divertidos de se resolver. Felizmente, o jogo não te dá dicas sem que você peça, então você possar muito tempo tentando desvendar o que deve fazer completamente sozinho se preferir. É claro que se quiser, há um botão que pode te dar uma dica ou leve sugestão do que pode fazer em seguida.

Vale a pena?

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Depois de passar 16 horas com Resonance: A Plague Tale Legacy, definitivamente acho que é um jogo que vale a pena conferir. É uma boa aposta para quem gosta da franquia e quer algo diferente, para quem nunca jogou porque não curtia tanto as seções stealth ou até mesmo para quem adora aquele joguinho estilo Uncharted. O título tem alguns tropeços aqui e ali, mas foi uma obra que realmente me divertiu bastante, me apresentou uma trama interessante e que me deixou com vontade de ver o que nos aguarda para o futuro de Plague Tale. 

Nota do Voxel: 87

Pontos positivos:

  • Gameplay muito divertido no geral
  • Belíssima trilha sonora e direção de arte
  • Narrativa e personagens bem construídos na maior parte do tempo

Pontos negativos:

  • Apesar de bons upgrades, o combate pode ficar repetitivo no final
  • Há alguns momentos mais clichês e superficiais na trama secundária