Startup relança site Twitter como rede social, mas por enquanto com acesso pago

O Twitter está de volta – ou quase, na verdade. A startup Operation Bluebird, que apareceu em dezembro de 2025 prometendo reivindicar a marca da plataforma que agora se chama X, inaugurou a própria rede social nesta segunda-feira (24): o Twitter.now.

Segundo um dos responsáveis pelo projeto, Stephen Coates, o Twitter.now não é uma tentativa de recriar a plataforma antiga. “Estamos construindo um serviço diferente, com indicadores de confiança que fornecem contexto sobre o que os usuários veem e ferramentas que permitem às pessoas – e não a um algoritmo opaco – decidir quanta credibilidade e quanto ruído chegam aos seus feeds”, escreveu em uma publicação no LinkedIn.

“O Twitter é uma marca resgatada. Não somos o X, nem temos vínculo com a X Corp”, ressaltou Coates no post.

A primeira diferença está no processo de entrada: para participar do acesso antecipado do Twitter.now, é necessário pagar US$ 20 (R$ 103, em conversão direta) pelo papel de “Founder” (“Fundador”, em português), ou a partir de US$ 40 (R$ 206) para ser um Fighter (“Lutador”). O Twitter (hoje, X) é de graça.

Quando apresentada em 2025, a Operation Bluebird pretendia resgatar a marca Twitter para relançar a rede social. Rapidamente, a X Corp de Elon Musk entrou com um processo contra a startup nos Estados Unidos.

Em uma audiência realizada em abril de 2026, o juiz distrital Colm Connolly proferiu em decisão preliminar oral que o X parecia ter abandonado reivindicações de propriedade intelectual sobre a palavra “tweet” (“tuíte”, em português), o logotipo do pássaro do Twitter, e possivelmente da palavra “Twitter”. Não foi emitida uma decisão por escrito até agora.

Para participar do Twitter.now, é necessário investir pelo menos US$ 20. (Fonte: Twitter.now/Reprodução)

Coates considerou as falas do juiz como um sinal verde para dar sequência ao projeto. “É nossa opinião que o X abandonou seus direitos sobre as marcas registradas Twitter e tweet”, disse Coates ao Ars Technica.

Segundo o Ars, o Twitter.now conta apenas com centenas de usuários no momento. Visualmente, a plataforma remete mais ao Twitter dos anos 2010 do que à versão moderna do serviço.

Para acessar a plataforma da Operation Bluebird, basta visitar o site twitter.now. O endereço web “twitter.com” redireciona o usuário para o X.com.

Checagem de fatos com IA

Um dos diferenciais da plataforma é a ferramenta de checagem de fatos nativa baseada no Gemini, do Google. Chamada “Veracity Engine for Real-time Analysis” (ou “Vera”), a ferramenta analisa cada tuíte para julgar sua veracidade e evitar a disseminação de fake news.

No X, a solução de verificação de fatos é a “Nota da comunidade”, que depende da colaboração dos usuários para aparecer em publicações.

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