
01 set Venda de smartphones cai 12% na América Latina; confira o top 5
O mercado de smartphones na América Latina sofreu o baque esperado pela crise de chips de memória. Essa é uma das conclusões do novo relatório da Omdia sobre a indústria local, com dados do segundo trimestre de 2026.
De acordo com o estudo, a comercialização de celulares na região caiu 12% em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 30,3 milhões de unidades vendidas. O impacto negativo também é maior do que o registrado nos primeiros meses do ano, quando estoques de segurança e remessas antecipadas absorveram parte do custo elevado.
Os mercados de celulares de entrada ou de dispositivos de maior custo-benefício foram os que mais caíram, enquanto aparelhos intermediários para cima tiveram menos problemas no período. O motivo é o custo crescente de componentes, que tende a prejudicar modelos que são vendidos a uma baixa margem de lucro.
As fabricantes líderes da América Latina
Segundo o relatório da Omdia, apenas duas empresas entre as principais fabricantes da região registraram alta nas vendas no segundo trimestre de 2026 em comparação com o ano anterior: Apple e Samsung.
A Apple foi destaque do período, crescendo 49% em vendas e se mantendo em sexto lugar no ranking regional. O bom desempenho da família iPhone 17 como um todo e a versatilidade da linha, que inclui modelos como o “menos caro” iPhone 17e, ajuda a explicar a boa fase.

Já a Samsung teve uma alta de 9% nas vendas, encabeçadas pelo sucesso da família intermediária Galaxy A, além de melhores formas de contornar a escassez de memórias — afinal, a própria sul-coreana é uma referência desse mercado.
Demais integrantes do ranking, Xiaomi (-27%), Motorola (-15%), Honor (-32%) e Transsion (-19%) registraram quedas, com a soma das demais marcas também caindo 16%. As duas primeiras marcas da lista conseguiram evitar números piores pelo desempenho dos aparelhos premium, enquanto a Honor teve o primeiro trimestre com números negativos na América Latina desde 2021.
Mercado brasileiro de celulares
O mercado brasileiro de smartphones segue quase inalterado em comparação com o trimestre passado, ao menos em termos de fabricantes e porcentagem de mercado: a Samsung tem uma liderança isolada (48%) com mais do dobro da fatia de mercado da vice, a Motorola (20%).

Xiaomi (3°), Oppo (3°) e Apple (5°) fecham o ranking nacional — que tem leves diferenças em relação a outros países da região. Um exemplo é a Transsion, dona de linhas como Infinix, que não tem tanta força por aqui a ponto de chegar ao top 5.
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