
06 set PlayStation apresenta nova política de assédio ao cliente após fim da mídia física! Entenda
A PlayStation divulgou uma nova política básica para combater casos de assédio contra seus funcionários. A medida estabelece comportamentos considerados abusivos e permite que a empresa restrinja ou suspenda o atendimento ao cliente em determinadas situações.
As diretrizes foram publicadas no site japonês da PlayStation em 1º de setembro de 2026. A iniciativa surge após a reação negativa dos jogadores à decisão da Sony de encerrar a produção de discos físicos para novos jogos a partir de 2028.
A política também chega em meio às críticas sobre o modelo digital da companhia e à discussão sobre a propriedade dos jogos adquiridos digitalmente. Segundo a Sony, porém, a nova regra é voltada especificamente para proteger seus funcionários contra comportamentos abusivos.
PlayStation pode acabar restringindo o suporte graças às novas políticas de assédio
De acordo com a página oficial da empresa, a Sony afirma que busca oferecer um serviço adequado aos consumidores e considera o feedback dos jogadores importante para melhorar seus produtos e serviços. Ao mesmo tempo, a companhia ressalta que a “dignidade e a segurança” de seus funcionários não devem ser ameaçadas.
“Nossa empresa se esforça para fornecer um serviço honesto para que nossos clientes possam usar nossos produtos e serviços com tranquilidade, e valorizamos o feedback dos clientes para aprimorar nossos serviços”, declarou a Sony.

A gigante japonesa também afirma que adotará uma “posição firme” diante de comportamentos que ultrapassem o que considera razoável. A política busca estabelecer uma relação considerada saudável e sustentável entre consumidores e funcionários.
Caso identifique uma situação de assédio, a PlayStation afirma que poderá “restringir ou suspender o atendimento ao cliente” para proteger seus funcionários. A companhia também diz que poderá colaborar com “a polícia, advogados, etc” quando houver necessidade de medidas adicionais.
Mas o que configura assédio nesse caso?
A PlayStation apresentou uma série de exemplos do que considera assédio por parte dos clientes. A relação inclui desde exigências consideradas excessivas até ameaças, discriminação e comportamentos direcionados especificamente contra funcionários. Entre os exemplos citados pela empresa estão:
- Demandas persistentes, repetidas ou prolongadas;
- Exigências excessivas ou descabidas de compensação ou pedidos de desculpas;
- Linguagem abusiva, ameaças, difamação e comportamentos semelhantes;
- Solicitações que não tenham relação com produtos ou serviços;
- Atitudes intimidatórias ou coerção para forçar alguém a se prostrar;
- Condutas discriminatórias ou de natureza sexual;
- Ataques e exigências direcionados a funcionários específicos;
- Visitas não autorizadas aos escritórios ou instalações da empresa, além de solicitações de reuniões ou assistência sem autorização.
A Sony destaca que a lista não é limitada aos exemplos apresentados na política. Dessa forma, outros comportamentos também podem ser classificados como assédio dependendo das circunstâncias.
PlayStation não voltará atrás com a mídia física
A nova política foi divulgada poucas semanas depois de a Sony confirmar que encerrará a fabricação de discos físicos para novos jogos de PlayStation a partir de janeiro de 2028. A decisão provocou críticas, manifestações e movimentos de boicote entre jogadores.
Mesmo diante da reação da comunidade, a empresa indicou que pretende manter o planejamento para transformar sua distribuição de jogos em um modelo cada vez mais digital. A Sony afirma que a mudança foi analisada durante um longo período.

Durante uma apresentação de resultados financeiros, a diretora financeira da companhia, Lin Tao, reconheceu que muitos jogadores possuem uma relação afetiva com os discos físicos. “Pensamos muito sobre o futuro, analisamos essa questão cuidadosamente e chegamos a essa conclusão. Vamos seguir em frente com cautela”, afirmou.
A executiva também relacionou a estratégia à digitalização do mercado de entretenimento de forma mais ampla. Apesar de reconhecer as críticas, a Sony não sinalizou uma revisão do plano de encerrar a produção de mídias físicas.
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