
13 out Mercado global de celulares encolhe 20%; Samsung segue no topo
O mercado global de smartphones registrou uma drástica queda de 20% nas remessas de aparelhos durante o terceiro trimestre de 2026. Um levantamento realizado pela Counterpoint Research indica que esse é um dos piores resultados dos últimos anos, com os piores números vistos no mesmo período de 2012.
A análise da empresa de consultoria indica que o colapso nesse envio das remessas está diretamente ligado à forte crise no setor de semicondutores. O aumento exponencial no preço de memórias NAND para armazenamento rápido e DRAM para módulos de memória RAM gerou uma crise para todas as empresas do setor.
Como os preços desses componentes aumentaram e os estoques diminuíram, as empresas resolveram amenizar a situação ao repassar os custos ao consumidor. O resultado desse movimento é que os preços dos smartphones subiram, com aumento médio de 20% ao longo deste ano.
Já que o valor final dos celulares tem aumentado, os hábitos do consumidor passam a mudar. A analista Shilpi Jain aponta que essa guinada nos preços faz os usuários manterem seus smartphones por mais tempo do que antes. Naturalmente, o setor de novos produtos começa a sentir a consequência.
Samsung se isola na liderança
Apesar do aspecto complicado para a indústria, o terceiro trimestre deste ano ajudou a impulsionar algumas empresas. Esse é o caso da Samsung, que pulou de 19% de participação de mercado no mesmo período do ano passado, para 23%. O motivo tem relação com o lançamento dos dobráveis Galaxy Z Fold 8 e outros produtos com maior valor agregado. Mesmo assim, houve uma queda de 3% no volume total de envios.

Do lado da Apple, a Maçã também aumentou sua participação de mercado e agora está com 22% dessa fatia, feito nunca antes alcançado em um terceiro trimestre. Esse sucesso tem origem no lançamento inicial dos iPhones 18 Pro, especialmente em países como a China e a Índia.
Em contrapartida, as companhias chinesas não tiveram um bom terceiro trimestre em 2026. Foram essas as empresas que amargaram os piores resultados, como é o caso da popular Xiaomi. A dona de subsidiárias como Poco e Redmi caiu de 14% para 10% em participação de mercado, principalmente ao reduzir sua força em dispositivos mais baratos. A queda nos envios superou os 30%.
Já a Oppo e Vivo registraram declínio acima de 20% no envio de remessas e as fatias de participação também foram reduzidas. Nestes casos, as empresas precisaram aumentar o preço das suas linhas de entrada e intermediárias para melhorarem as margens, mas isso gerou um efeito negativo.
Para o quarto trimestre de 2026, a expectativa é que o cenário se mantenha, pois a tendência é que as marcas priorizem a manutenção das margens de lucro. Como os altos preços de chips devem se manter até 2028, o estoque também deve continuar baixo, então podem ser trimestres difíceis para o setor.
Esse cenário não é exclusivo dos celulares, pois o mercado de computadores também encolheu 20% devido à intensa crise de componentes global. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.