
14 out Apple ganha na Justiça acesso a documentos da OpenAI em processo por roubo de segredos comerciais
Um juiz federal da Califórnia (Estados Unidos) determinou que a OpenAI conceda, à Apple, acesso antecipado aos seus registros de entrevistas de contratação como parte do processo movido pela dona do iPhone contra o laboratório de IA por suposto roubo de segredos comerciais. A ordem foi dada na terça-feira (13).
De acordo com o juiz Edward J. Davila, há risco de que provas forenses cruciais existentes nos dispositivos de profissionais contratados pela desenvolvedora do ChatGPT sejam destruídas. Ele se refere, por exemplo, a conversas entre os ex-funcionários da Maçã, Chang Liu e Alyssa Peng, sobre como apagar dados de seus antigos equipamentos de trabalho.
O que mais pode haver nos documentos?
Nos arquivos que a justiça americana determinou a disponibilidade antecipada, também podem estar uma série de outros detalhes importantes para a ação movida pela gigante de Cupertino. Eles contêm informações relacionadas às entrevistas feitas na OpenAI com ex-trabalhadores da Apple que se candidataram para vagas de emprego na startup.
- A gigante da tecnologia quer saber se esses materiais trazem apresentações técnicas e indícios de que tecnologias e/ou componentes desenvolvidos por ela foram abordados nas entrevistas;
- Listas de verificação, guias, instruções, roteiros e manuais são alguns dos outros conteúdos que a empresa espera encontrar;
- Essa análise é importante para revelar a extensão do suposto roubo de segredos comerciais alegado pela autora;
- De acordo com a decisão do tribunal californiano, a companhia de IA tem cinco dias para entregar os documentos já coletados e 14 dias para disponibilizar outros conteúdos relacionados à solicitação, ressaltando a necessidade de urgência.
O magistrado também aprovou a convocação de Liu e Peng para a prestação de depoimento. Junto com a dupla, outro ex-funcionário da Apple deverá comparecer ao tribunal, o ex-chefe de hardware Tang Yew Tan.
Iniciada em julho, a batalha judicial entre as duas empresas tem como ponto de partida um suposto roubo de informações pertencentes à Apple que a OpenAI usaria para desenvolver dispositivos de hardware. A ré, por sua vez, argumenta que a ação é infundada e um pretexto para a autora compensar deficiências no mercado de talentos.
Pedidos negados
Embora tenha concedido acesso antecipado aos documentos de entrevistas, Davila não autorizou todas as solicitações da dona do iPhone. Um dos pedidos rejeitados foi a abertura de arquivos sobre pesquisa e desenvolvimento em áreas como acabamentos metálicos e gerenciamento de energia.
O juiz também negou o acesso às pesquisas de hardware da OpenAI e aos dados que registram o que os ex-contratados da Apple fizeram enquanto trabalhavam na nova empresa. Apesar disso, a autora ainda pode tentar fazer essas solicitações mais uma vez.
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Com informações de Bloomberg, 9to5Mac e TechCrunch.